UM “HOSPITAL” QUE FUNCIONA COMO “ESTIVESSE EM CASA”

Os utentes não passam muito tempo na Unidade de Média Duração e Reabilitação de S. Pedro, uma valência do Centro Social da Paróquia de Polvoreira, mas parece que ganham uma ligação com todos os colaboradores e companheiros de longas horas.

Quando o Mais Guimarães visitou as instalações, Quitéria acabara de receber alta, depois de 30 dias na unidade de reabilitação, por causa de uma bacia que partiu. Com uma lágrima no olho, conta a saudade que vai ter quando abandonar a Unidade de Média Duração e Reabilitação de São Pedro, nem que seja com uma bengala.

“Deixa-me pena que as amizades que fiz vão ficar por cá”, disse emocionada. “As enfermeiras e as pessoas são um espetáculo”. O enquadramento de Quitéria Machado, de 80 anos, é feito na sala de entretenimento onde estão vários idosos a recuperar de lesões, mas a praticar as várias atividades disponíveis.

“Este projeto tem meses. Desde que iniciou, tem tido uma evolução notória, sobretudo, devido à dedicação quer dos profissionais, quer dos familiares. O ‘feedback’ dos familiares tem sido muito positivo, porque quando saem de cá sentem-se bem”, referiu o presidente do Centro Social de Polvoreira, o padre Francisco Xavier.

Joaquim Leite leva 45 dias na unidade e salienta que já percorreu “todos” os hospitais, mas para o fafense “este é o que mais gosta”. Enquanto tentava escrever o seu nome com a mão esquerda, depois de ter sofrido um AVC que deixou o braço direito, o seu melhor, com mobilidade reduzida, António Ramos, de Baião e com apenas oito dias de “casa”, sublinha que se depender dele não muda para “mais lado nenhum”.

Ao longo dos testemunhos recolhidos a máxima foi sempre esta: “sinto-me em casa”. A chefe no serviço de enfermaria, Carla Fernandes, recorda que para além dos profissionais que são obrigatórios numa unidade, nomeadamente: médicos, fisiatras, psicólogo, enfermeiros, assistente social, fisioterapeutas, animador sociocultural, terapeuta ocupacional, terapeuta da fala, nutricionista e auxiliares de ação médica; existe uma parte de animação que engloba os idosos. “Os utentes são muito participativos e nós fazemos com que as famílias participem. Não é só um hospital na base dos cuidados. Temos sempre esta ligação”, vincou.

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