254 VOTOS CONTRA CHUMBAM ALTERAÇÃO AOS ESTATUTOS

254 pessoas chubaram o ponto número dois, em discussão na Assembleia Geral Extraordinária do Vitória, que previa uma alteração aos estatutos do clube. Este foi o único ponto votado em urna. “O Vitória ainda move, ainda mexe com a alma das pessoas”, afirmou Júlio Vieira de Castro.

Em causa estava uma mudança que previa que os sócios fossem auscultados sobre qualquer alteração aos pactos sociais das sociedades anónimas desportivas de que o clube seja sócio ou associado, algo que não estava previsto anteriormente, mas a posição dos sócios que usaram da palavra fez desde logo prever o chumbo.

“Os órgãos sociais deviam ser chamados a pronunciar-se sobre estas matérias e não trazer isto para cá assim”, afirmou Daniel Rodrigues, presidente da Assembleia Geral da SAD, que se pronunciou enquanto associado do clube. Daniel Rodrigues deixou ainda uma questão a Júlio Mendes: “O ambiente que se criou esta semana, é o ambiente que pretende? Não era tempo de unir?”.

Para a aprovação deste ponto era necessária a votação a favor de 75% dos sócios, uma vez que a medida em discussão implicava uma alteração aos estatutos em vigor, o que acabou por não se verificar.

Segundo afirmou Gonçalo Gama Lobo, que teve a palavra logo no início da Assembleia, “entende a direção que deve vir prestar contas aos sócios”. Já Júlio Mendes, que se expressou imediatamente antes de os sócios terem essa oportunidade, garantiu que o que “está em causa é os sócios decidirem se a pessoa que está à frente do clube deve decidir sozinha ou ouvi-los”.

Com a possibilidade de intervir antes do período de votação, os associados que se expressaram foram contra as medidas propostas. “Se votarmos contra, continuamos com a opção de um dia mais tarde voltarmos à discussão” e “deixem ficar como está”, foram declarações ouvidas durante as intervenções. Praticamente em uníssono, ecoou no pavilhão o “Vitória é nosso”.

Jerónimo Mendes Alves, que também usou da palavra, falou em desconhecimento, garantindo que “informação é o que se necessita”. O sócio do Vitória terminou a intervenção dizendo que a passagem destas propostas seria “o fim da pouca margem de manobra que o clube tem”, acrescentando que dessa forma “caíria nas mãos dos fundos de investimento”.

Só com esta aprovação seria possível avançar para a discussão do ponto três, o que n˜ao sucedeu.

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