5.ª EDIÇÃO DA INCUBADORA MUSICAL COMEÇA HOJE EM GUIMARÃES

O sol tarda em aquecer a primavera, mas há música a fervilhar na cidade-berço. A quinta edição do Westway Lab regressa a Guimarães, com epicentro artístico no Centro Cultural Vila Flor, mas com lastro em vários outros pontos da cidade, entre os dias 11 e 14 de abril.

O cartaz conta com 28 concertos, com destaque para as atuações do incontornável e independente Manel Cruz – com novo trabalho discográfico na calha -, a quem se juntam os Dear Telephone para apresentar “Cut”, título do mais recente registo discográfico da banda. A aposta na prata da casa fica garantida com a banda vimaranense Toulouse, com o álbum de estreia “Yuhng” (2016) na bagagem.

O diretor artístico, Rui Torrinha, assume que também ele está com expectativas do que “vai acontecer no palco”. O laboratório musical vai contar com 12 músicos, de várias proveniências, sempre cruzando as melodias com Portugal, com o destaque para a presença de dois músicos vimaranenses na edição de 2018. “A comunidade local, regional e nacional está persente em todas as suas dimensões. É interessante perceber como os artistas que não se conhecem se relacionam”, explica o diretor artístico.

Rui Torrinha assume que esta é a “maior e mais ambiciosa edição”, composta por quatro residências artísticas e dois palcos novos. “O festival tem vindo a crescer. Quem vem quer regressar. Queremos que o Westway se implemente como o grande festival da primavera em Portugal”, disse.

Nesta edição do Westway LAB, haverá um país convidado (Áustria), novos palcos, mais áreas temáticas nas conferências PRO (Westway PRO, WHY Portugal, INES), um projeto de criação, city showcases, residências artísticas, talks e muitos concertos. Ao longo de quatro dias, promove-se um encontro surpreendente de público, artistas e figuras de relevo da indústria musical nacional e internacional.

Tendo o Centro Cultural Vila Flor como base de operações, o festival irá alastrar-se para diversos locais da cidade, passando por espaços culturais históricos e cosmopolitas, bem como bares e restaurantes. A maioria dos concertos é de fruição gratuita e os passes para os restantes já se encontram à venda.  O evento conta também, pela primeira vez, com um foco dedicado a um país, a Áustria, representada por uma comitiva de cinco projetos artísticos, com destaque para o indie pop do duo Leyya.

Da Áustria para Guimarães, no dia 13 de abril (sexta-feira) sobem ao palco do CCVF os Cari Cari – apelidados como “filhos” melódicos dos The Kills e dos The XX -, o duo Molly que levará o público numa odisseia por paisagens sonoras etéreas, a delicadeza da pop minimalista de uma jovem compositora de 22 anos, de nome incógnito, conhecida no meio artístico por AVEC, e ainda o músico Valerio Dittrich com o projeto Motsa, influenciado pela eletrónica britânica.

O nome português mais sonante no cartaz é o de Manel Cruz, ex-integrante de bandas como Ornatos Violeta, Pluto ou Supernada. Depois do projeto a solo “Foge Foge Bandido”, o emblemático vocalista, detentor de uma poética patente nas letras trabalhadas num exercício de autêntica filigrana, está de regresso com um novo trabalho, prestes a ser editado, do qual já são conhecidos os singles de avanço “Ainda não acabei” e “Beija Flor”. O artista portuense sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, à meia-noite do dia 14 de abril, após o concerto dos Toulouse no café-concerto do CCVF.

Durante o festival será também estreado um trabalho artístico encomendado pelo Westway Lab, fruto de uma parceria entre os músicos Valter Lobo e André Barros, que fundem os seus estilos para dar origem ao projeto “Lobos de Barro”, apresentado no dia 13, no Pequeno Auditório do CCVF, pelas 23h15. Stereossauro, Isaura, Omiri, Moonshiners, Gobi Bear, Daily Misconceptions, Joana Guerra, Time For It e Nery são outros dos nomes nacionais em evidência nesta montra musical, também com a função de ágora para debater vários temas e desafios emergentes na indústria musical contemporânea.

A juntar às Conferências PRO, a 11 e 12 de abril o festival promove, em locais emblemáticos da cidade, as já habituais Talks no Cor de Tangerina e no Tio Júlio (sempre às 18h30), momentos em que os artistas em residência, depois de uma jornada de trabalho no Centro de Criação de Candoso (CCC), se abrem à conversa com o público e profissionais da área musical para testemunhar a importância de criar em Guimarães e trocar ideias sobre a experiência.

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