“Amar o Minho” faz reviver a cidade

Inserido no programa de residências artísticas Amar o Minho, a artista Mónica Mindelis está a fazer uma intervenção artística numa das escadarias da cidade, junto à Plataforma da Artes. O projeto tem data de apresentação ao público agendada para quarta-feira, dia 24 de junho.

Trazer para a rua uma parte da coleção do Centro Internacional das Artes José de Guimarães é o objetivo da artista.  A escadaria fica assim reabilitada com um painel inspirado na obra de José de Guimarães e espera-se que ganhe uma nova vida.

Esta intervenção artística decorre no âmbito do programa Amar o Minho do consórcio constituído pelas comunidades intermunicipais do Alto Minho, do Cávado e do Ave, e pretende reforçar a identidade cultural da região e dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico. Deste consórcio fazem parte 24 municípios e dezenas de artistas nacionais e internacionais.

Numa estratégia concertada ,destinada a reforçar a identidade cultural do Minho e a dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico ao longo de um ano, estes 24 municípios vão promover uma série de residências artísticas. A estes artistas pede-se que pensem o território e o recriem intervindo sobre ele.

Esta iniciativa “envolve dezenas de artistas e reveste-se de um especial significado”, na medida em que constitui uma forma de os municípios do Minho apoiarem a comunidade artística, ao longo de um ano, num momento particularmente sensível. O programa integra projetos de arte no espaço público, artesanato, fotografia, música, dança e literatura.

Os curadores dos projetos serão Helena Mendes Pereira (zet gallery), responsável pelas áreas da arte em espaço público, artesanato e fotografia e António Rafael (Mão Morta), que ficará a cargo dos projetos na área da música, dança e literatura. Este programa de residências artísticas apresenta-se como “um caminho para dinamizar a programação cultural neste tempo novo e, em alguns casos, colmatar vazios de programação”, que continuarão a verificar-se em função da descontinuidade de alguns projetos que decorriam antes da emergência sanitária.

Além da componente de programação cultural o Amar o Minho tem uma vertente de resposta social à situação que a comunidade artística enfrenta. Os artistas estão entre os profissionais mais afetados pela crise pandémica, este projeto vai criar uma oportunidade de trabalho imediato.

Alguns dos artistas convidados farão residências em  mais do que um município, o que aumenta o seu conhecimento do território e potencia as sua oportunidades de intervenção. É o caso de Mónica Mindelis que agora está em Guimarães e, em outubro,  regressa às residências artísticas para produzir uma obra de arte para Vila Verde, a partir da técnica e da imagética dos Lenços de Namorado

Um projeto que vai percorrer o minho

A artista plástica Xana Abreu, deu o sinal de partida deste programa anual, em Famalicão,  inaugurando um mural inspirado no surrealismo português. No dia 24, Guimarães comemora o dia do município com a inauguração de uma obra de arte, também em espaço público, assinada pela pintora Mónica Mindelis.  Rodrigo Amado estará em residência artística em Mondim de Basto, com um projeto de fotografia durante a primeira quinzena de julho. Luís Canário Rocha, artista de Guimarães, estará em residência artística em Fafe e Esposende, para desenvolver duas obras de arte a inaugurar em agosto. Em Fafe, o artista vai montar uma instalação artística inspirada nos brasileiros “torna viagem” e nas sua casas, que será inaugurada no Dia do Emigrante, festividade anualmente assinalada pelo município. Em Esposende, Luís Canário Rocha fará intervenção em espaço público inspirada no mar e nas suas gentes, que será inaugurada no dia 19 de agosto, integrando as celebrações do dia do município.

Ana Almeida Pinto vai criar em parceria com os artesão locais de olaria de Barcelos. A ideia é criar uma obra para o Museu da Olaria baseada nas técnicas tradicionais. Os resultados deste trabalho chegam ao público em setembro. Outubro é o mês de Patrícia Oliveira criar uma obra para o espaço público, na Póvoa de Lanhoso, em homenagem à filigrana. Outubro é também o mês em que Mónica Mindelis regressa às residências artísticas, desta vez em Vila Verde.

André Henriques (Linda Martini), leva a música a Ponte de Lima, num projeto de residência artística aprazado para novembro. Ao longo dos últimos quatro meses de 2020, em Ponte da Barca, Miguel Pereira desenvolve um projeto de bailado em parceria com a escola de ballet daquela vila.

Para o primeiro semestre de 2021 ficam guardados os projetos que vão decorrer nos municípios de Amares, Arcos de Valdevez, Braga, Cabeceiras de Basto, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença, Viana do Castelo, Vieira do Minho, Vila Nova de Cerveira e Vizela.

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