Mais Guimarães

A bancada Neno merecia melhor estreia

Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais GuimarãesO jogo do Vitória, no Estádio D. Afonso Henriques, frente ao Puskás Akadémia FC, na passada quinta-feira, ficou marcado por graves confrontos na bancada nascente entre os adeptos vimaranenses e a polícia.

Na estreia da nova designação daquela bancada, agora com o nome do nosso querido Neno, viram-se hábitos antigos, que já tantas vezes lamentamos, mas que não conseguimos diminuir ou resolver.

A atuação da polícia despoletou, em poucos segundos, num momento de extrema violência, colocando em causa a integridade de todos os que ocupavam aquele espaço da bancada no estádio do rei, incluindo naturalmente mulheres e crianças. Se queremos que as deslocações ao estádio D. Afonso Henriques sejam momentos de festa para toda a família, para todas as idades, não podemos, claramente, permitir que estes incidentes aconteçam.

E se a atuação policial me pareceu, uma vez mais, despropositada, e uma clara demonstração de que as forças policiais não estão devidamente formadas para lidar com massas, também se tornou demasiado evidente a propensão de alguns adeptos para atos de violência. Impressionou-me a forma como, de um momento para outro, em segundos, são arrancadas e colocadas em voo dezenas de cadeiras. Há, de facto, e temos que o dizer, adeptos vitorianos que se especializaram nesta atividade, e que não deveriam sentar-se no nosso estádio.

A relação dos adeptos com a polícia está extremada, pelo que é urgente sentar as partes à mesa. Dar o primeiro passo pode ser olhar para dentro e perceber que há quem não esteja alinhado com a nossa forma apaixonada mas pacífica de viver o futebol. Depois temos que exigir, sim, que exigir, que a outra parte dignifique a farda e seja exemplar no exercício das suas funções, mais do que tem sido no nosso estádio.

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