“A saúde dos portugueses não pode ser transformada num negócio para os grupos privados”

Na passada quinta-feira, 17, o Partido Comunista Português realizou uma Tribuna Pública pela “defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde”, em frente ao Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, mostrando-se insatisfeito com o “esforço do Governo do PS tem feito para que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) trabalhe de forma dita normal e não acumulasse atrasos significativos na prestação de cuidados.”

Esta “Tribuna Pública” surgiu da “necessidade de responder no imediato aos problemas causados pela pandemia e pelo facto do SNS não ter, por parte do Governo do PS, o reforço em meios financeiros e humanos, que permitissem manter a atividade normal e não acumular atrasos”, afirma Simão Fernandes, da concelhia do PCP de Guimarães e também membro integrante da direção regional do PCP de Braga.

“Estão cerca de nove milhões de consultas em atraso nos Cuidados de Saúde Primários, mais de um milhão de consultas nos cuidados hospitalares e mais de 110.000 cirurgias que não se realizaram.” O PCP não concorda com isto e muito menos com o facto de “uma parte da recuperação estar a ser empurrada para os grupos privados, com a correspondente transferência de centenas de milhões de euros na contratação de serviços clínicos”. “Isto ainda enfraquece mais o SNS”. Afirma o dirigente.

Na perspetiva do Partido Comunista Português esta situação “está a destruir o Serviço Nacional de Saúde, na luta dos profissionais de saúde e dos utentes. A iniciativa é um imperativo nacional por aquilo que representa a defesa do SNS, o também pelo que representa a nível da civilizacional”.

Em conversa com o Mais Guimarães, Simão Fernandes revela ainda que no “Orçamento de Estado foram mais de 50 as propostas apresentadas pelo PCP, das quais 23 foram aprovadas e algumas irão melhorar as condições dos profissionais de saúde como dos utentes”.

Este tipo de atividades “são para continuar, com tendência a avolumarem-se, com tendência a ganharem mais corpo”, porque o PCP “faz questão de marcar presença na rua e irá continuar com toda a certeza”, finaliza Simão Fernandes.

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