ACFN celebra 20 anos: “A história da ACFN é maior que isso”

A ACFN – Associação de Comissões de Festas Nicolinas, comemora este ano o 20.º aniversário e Rui Gomes é o atual presidente. A Mais Guimarães foi saber como é que a associação vive este regresso das Festas à sua versão “quase normal”, em ano de celebração.

© Joana Meneses / Mais Guimarães

Comemorando 20 anos de atividade faz destas Nicolinas uma edição especial para a associação?

As Festas Nicolinas são sempre especiais. Este ano celebramos esta data redonda, os 20 anos; mas a história da ACFN é maior que isso. Antes de se constituir Associação – em 2001 -, foi Tertúlia, e antes disso era um grupo de amigos que se reunia graças às Festas. Esta comemoração servirá para olharmos para trás, para a história da Associação que nos trouxe aqui; para fazermos um balanço. Assim como para celebrarmos a sua vivacidade, o seu crescimento e o vislumbre de um futuro em que somos cada vez mais e mais unidos. Nestes dias que precederão as Festas realizaremos uma série de eventos, da ACFN para a Cidade – porque as Associações são isso, fazem Cidade -, que brevemente anunciaremos.

Quais são as expectativas quanto a esta edição das Festas Nicolinas?

Na ACFN vemos as Festas Nicolinas deste ano com muito anseio. No ano passado as Festas deram uma prova de força, ao realizarem-se, na versão minimal que era a possível. Isso criou alguma tranquilidade, aguentou-se a pandemia. Agora que o quotidiano se restabeleceu, estávamos curiosos quanto à adesão dos estudantes a esta festa que é sua. Teria a edição do ano passado criado uma rotura? No momento em que lhe respondo posso dizer-lhe que não, com a confiança de quem viu aquelas centenas de estudantes desfilarem, no último sábado, de caixas e bombos, ensurdecendo a cidade (nas moinas). E as Festas ainda não começaram.

“Temos uma comissão a trabalhar com afinco para que este regresso seja monumental”

Rui Gomes

Como é para o Rui Gomes estar à frente da ACFN?

Estar à frente da Associação de Comissões de Festas Nicolinas é, antes de mais, liderar um grupo de amigos. Porque nesta Associação o primeiro passo é esse, o da amizade. E temos a sorte de travar amizade com aqueles que temos por referências no seio das festas. São estas ligações, que a experiência comum de ter passado por uma Comissão permite, que criam este grupo heterogéneo. Depois disso, para além do convívio, há o debate, a troca acalorada de opiniões – todas elas com a particularidade de terem uma visão de bastidores. As posições da Associação quanto às Festas são o resultado destes convívios e debates peculiares.

Há algo que marca todos os elementos que integram uma Comisão de Festas?

Sim, a experiência ímpar de uma Comissão marca todos os que por ela passam. Temos de imaginar que tudo se passa numa idade decisiva da formação de qualquer pessoa. Na passagem da mocidade para a vida adulta. E esses jovens têm uma experiência que marcaria qualquer adulto, pelo que é natural que os marque mais. Já viu o que é com 16 e 17 anos percorrer todas as freguesias deste concelho, porta por porta, falando com toda a gente; pedir financiamento para esta Festa a cada um dos vimaranenses diretamente? O que é fazer negócios, seja com tipografias ou com lavradores; iniciar-se na contabilidade tendo por base um caderno sujo que transita do ano anterior; reunir com as autoridades do concelho para definir regras numa mesa em que, antes da maioridade, se é a autoridade decisiva? Só esta súmula que fiz já serviria para tornar a experiência marcante, e é apenas uma parte.

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