Adelina Paula Pinto admite o fecho do 3.º ciclo e ensino secundário

A vereadora da educação, Adelina Paula Pinto, não nega que gostava de manter as escolas abertas. “Não há nada que substituía o ensino presencial, não podemos pôr em causa toda uma geração.” Garante que há crianças e jovens que precisam da escola, sendo muito difícil substituir o “apoio social, psicológico e a atenção” que a escola dá, não se tratando apenas da aprendizagem.

“Todos os dias chego furiosa à Câmara, porque vou passando por grupos de jovens bem informados e sem desculpa nenhuma para ter estes comportamentos, em grupo continuam sem máscara…”, desabafou ao Mais Guimarães.

Adelina Paula Pinto referiu a situação atual do país, o número de mortos e o número de infetados “que vemos galopar”, como fatores decisivos. “As escolas têm feito um trabalho excelente em planos de contingência e cumprimento de regras, mas o mesmo já não se pode dizer dos espaços externos, nas imediações de uma escola secundária, por exemplo.” 

Ao Mais Guimarães, a vereadora admite o fecho do 3.º ciclo e do secundário, mas ressalta que “é uma avaliação que tem que ser feita pelos especialistas”, referindo que “hoje temos mais ou menos resolvida as questões da internet e computadores” no superior e no secundário. 

“Não é a situação ideal, mas também a situação hoje, nas escolas, não é a situação ideal.” Adelina Paula Pinto explicou a situação que se vive nas escolas. “Temos alunos infetados, temos alunos em isolamento. Na mesma turma temos ensino presencial e ensino à distância. Temos professores a dar aulas de casa. Não é uma normalidade como gostaríamos de ter.” Por este motivo, dada a “anormalidade” vivida, “valia a pena esse sacrifício”. O facto de as escolas continuarem com aulas presenciais leva a que “muita gente” esteja na rua. 

“É uma responsabilidade coletiva que temos de assumir”

Adelina Paula Pinto

Uma das soluções para a situação, na sua opinião, passa por “identificar os alunos que precisam de ficar na escola, por questões sociais, familiares, psicológicas”. As escolas têm essa identificação feita e, assim, o risco diminuía “drasticamente. Uma coisa é uma escola ter 500 alunos. De repente tem 50.” Admite não ser a situação ideal, “mas infelizmente não nos soubemos portar à altura para conseguir manter os alunos na escola. É uma responsabilidade coletiva que temos de assumir”.




 “A questão dos 12 anos parece-me uma boa ideia”. Adelina Paula Pinto defende “numa primeira fase, só os mais velhos: universidade, secundário, e eventualmente o 3.º ciclo.”

“Os números locais refletem os nacionais”

Adelina Paula Pinto

A vereadora acredita que a atitude agora tem de ser “muito mais assertiva. Tendo em conta os números, nomeadamente os de hoje. É um número avassalador, Guimarães está a caminhar ao mesmo nível, os números locais refletem os nacionais.”

Vereadora da educação faz apelo aos mais jovens

“Sou uma fã incondicional dos jovens, acho que as crianças e os jovens são o melhor do mundo, têm competências espetaculares, são boas pessoas, têm aumentado esta capacidade de olhar o mundo. Não me desiludam, não desiludam as vossas famílias, não desiludam os vossos amigos. Tenham cuidado. Estamos com 219 mortos hoje. São 219 pessoas que têm um rosto e que, de alguma forma, alguém os contagiou. Vejam o que é a responsabilidade de cada um de vocês, por comportamentos incorretos, poder levar para casa o vírus. Há muitos jovens com muitos problemas por covid. A covid não está a deixar de lado os mais novos. Nenhum de nós sabe como é que a covid vai afetar o nosso sistema imunitário. Protejam-se e protejam os outros, por favor.”

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