ALIMENTAÇÃO É O FATOR QUE MAIS PREJUDICA A PEGADA ECOLÓGICA DOS VIMARANENSES

O consumo de proteína animal dos vimaranenses está a prejudicar a Pegada Ecológica de Guimarães. A dieta alimentar é o fator predominante, e corresponde a 29% do valor da Pegada Ecológica. A mobilidade vem em segundo lugar. Os resultados do estudo são referentes a 2016, e foram esta tarde apresentados no Laboratório da Paisagem. Seis cidades portuguesas foram estudadas e a cidade-berço ficou na segunda melhor posição.

 

 

Adotar uma dieta que não inclua tanto peixe ou tanta carne pode ser fundamental na redução da Pegada Ecológica de Guimarães. Apesar do município ter apresentado os segundos melhores resultados num leque de seis cidades nacionais, o fator que mais prejudica a cidade-berço é alimentação.

O projeto “Pegada Ecológica dos Municípios portugueses” foi apresentado no Laboratório da Paisagem, esta segunda-feira, 29 de outubro. Esta iniciativa resulta de uma parceria estratégica entre a ZERO – Associação Sistema Terrestre Saudável, a Global Footprint Network e a Universidade de Aveiro. Tem como objetivos estimar a Pegada Ecológica e a Biocapacidade dos municípios envolvidos, debater com os cidadãos e partes interessadas dos municípios as implicações dos resultados e as opções de mitigação (com recurso a calculadoras online da Pegada Ecológica) e propor instrumentos e políticas que reforcem a coesão e equidade territoriais e a promoção de uma gestão sustentável do território. Os seis municípios pioneiros que integram o projeto são: Almada, Bragança, Castelo Branco, Guimarães, Lagoa e Vila Nova de Gaia. A cidade-berço ficou em segundo lugar quer nos resultados da Pegada Ecológica quer nos da Biocapacidade.

Mas vamos a números: a Pegada Ecológica de Guimarães é de 3,66 gha (hectares globais), um valor 7% inferior à média nacional (3,94 gha), mas superior à média da região do Ave. Em relação à Biocapacidade, o valor é de 0,19 gha. De acordo com Sara Moreno Pires, investigadora da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOPP), se todos usassem a mesma quantidade de recursos que Guimarães usa, usaríamos 2,2 planetas.

Embora, Guimarães apresente os segundos melhores resultados, o fator predominante é preocupante: 29% da Pegada Ecológica cabe à alimentação dos vimaranenses. O consumo de carne em Guimarães é de 28% e o de peixe de 26%. De acordo com a investigadora, “é possível reduzir estes valores em 19%, alterando apenas o consumo de proteína animal”. “Consumir bacalhau ou sardinhas não tem o mesmo impacto ambiental. Bacalhau, atum e salmão, se forem consumidos em maior quantidade o impacto é maior”, referiu Sara Moreno Pires, dando também o exemplo para a carne, de que um bife de vaca tem um maior impacto na Pegada Ecológica do que tem um bife de frango ou de porco. Para além da mudança da dieta alimentar, outro ponto fundamental é a redução do desperdício alimentar.

O segundo fator que aumenta a Pegada Ecológica de Guimarães é a mobilidade, que corresponde a 21%. Este foi um fator que Domingos Bragança deu especial enfoque, defendendo mais uma vez, uma frota de transportes municipais totalmente elétrica. Quanto aos resultados, o presidente da Câmara disse que indicam que os vimaranenses têm “um problema e uma oportunidade”, e que se deve começar pela consciência ecológica, principalmente com a educação ambiental.

 

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