Ano novo, vida nova!

por Torcato Ribeiro 

Ultrapassadas que estão as festividades natalícias e já entrados em 2021, aguarda-se com alguma expectativa o balanço dos novos infectados pela Covid-19, fazendo figas para que nestes próximos dias os números divulgados não ponham em causa a nossa capacidade hospitalar na prestação de cuidados de saúde.

Este ano, pelos motivos que todos sabemos, ficaram suspensos os beijos e os abraços e os tão desejados tradicionais encontros familiares. A cautela e o estado de emergência assim o determinou. Mas houve Natal, e neste período, ainda manda a tradição, prestamos maior atenção aqueles que, fazendo parte do nosso quotidiano, expõem sinais evidentes das grandes dificuldades que têm para se manterem à tona de uma vida minimamente digna. São os deserdados de uma sociedade que consegue conviver entre o oito e o oitenta, ou melhor dizendo, entre muito ricos e muito pobres. Destinos, dirão algumas almas piedosas, temerosas de uma sentença menos benevolente no dia do juízo final. Contradições de um sistema económico e social injusto que cria sociedades baseadas na ganancia individual em detrimento do bem-estar colectivo, digo eu.

Li algures, em tempos idos que,” Quem dá aos pobres empresta a Deus “ e, inspirados por este ditado popular predominantemente católico, nestes tempos mais sensíveis para a partilha e a solidariedade, há quem suspenda por momentos a sua rotina diária, e, generosamente, dispense alguma atenção aos mais pobres e desfavorecidos. Gestos nobres e altruístas, que contribuem para aliviar as dificuldades de quem deles usufrui e também limpar a consciência de quem os pratica. Para os que acreditam, e apenas para eles, são créditos que contam para escancarar as portas do Céu, quando for a altura, de preferência, sem pressas.

Os necessitados, aceitam com submissão e agrado a atenção dispensada e intimamente desejam que nunca deles se esqueçam. E assim se passam os dias e os anos de muitas vidas sustentadas e dependentes destes grandiosos gestos de boa vontade. Alimenta-se a miséria, e para isso felizmente muitos se mobilizam, mas não se encontram as mesmas vontades capazes de acabar com as causas que a provocam.

Com um mundo quase todo baseado neste modelo, não é de admirar a notícia publicada pela Forbes onde se lê que os dez homens mais ricos do mundo aumentaram a sua fortuna cerca de 400 mil milhões de dólares desde o início da pandemia da COVID-19…

No próximo dia 24 de Janeiro, vai realizar-se a eleição para a Presidência da Republica. A minha escolha está feita e votarei no João Ferreira que é o único que garante o cumprimento rigoroso dos princípios consagrados na Constituição da Republica Portuguesa. Além dos apoios de diferentes quadrantes político partidários, sindicais e profissionais, já conhecidos, a candidatura de João Ferreira conta também com o apoio expresso de 173 ex-presos políticos anti-fascistas. O apoio destes homens e mulheres, heróis da luta contra a ditadura, dá-nos mais força para prosseguir o caminho de defesa da democracia, da paz e da liberdade.

Em tempos em que, de novo, crescem fundadas razões de preocupação com a ascensão de forças de extrema-direita e fascistas, esta candidatura é a esperança na mudança e num futuro mais justo e solidário para todos. Bom Ano!

©2021 MAIS GUIMARÃES - Super8

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