ANTIGA DIREÇÃO DO VITÓRIA ABSOLVIDA DO CRIME DE ABUSO DE CONFIANÇA FISCAL

@Miguel Pereira/Global Imagens

A ex-direção do Vitória de Guimarães, liderada por Júlio Mendes, “foi absolvida do crime de abuso de confiança fiscal qualificado, relativo à apropriação de mais de 219 mil euros de IRS”, avançou a LUSA, citada pela Renascença. Dessa direção faziam parte Armando Marques, Hugo Freitas, Francisco Príncipe e Luís Cirilo, ex-vice presidentes do Vitória.

Divulgada em junho de 2016, a acusação do Ministério Público, pela Procuradoria-Geral Distrital do Porto, referenciava “uma prestação de IRS relativa a dezembro de 2011, data em que Emílio Macedo da Silva presidia ainda o clube, antes de se ter demitido, em fevereiro de 2012”. A falta de pagamento da dívida de 219.259 euros de IRS à Autoridade Tributária a 30 de abril de 2012 (data em que os salários de dezembro de 2011 foram pagos aos futebolistas) motivou mais a acusação. No entanto, o Tribunal de Guimarães concluiu que os arguidos não terão cometido qualquer crime. “Pelos depoimentos das testemunhas, sempre dados de forma isenta, credível e objetiva, não é possível fazer prova da acusação. Assim sendo, absolve-se todos os arguidos, sem custas”, referiu a juíza do Juízo Local Cível de Guimarães, ao proferir a sentença do processo, lê-se na notícia avançada pela Renascença. “Esta não é uma absolvição formal, como acontece num crime que prescreveu, ou prévia. Aqui, fez-se prova de que os arguidos não cometeram nenhum crime”, reforçou. Segundo a mesma fonte, Júlio Mendes, à saída do tribunal, realçou “cuidado do tribunal” em “frisar que nunca existiu dolo” naquilo que a sua direção fez, tendo reparado “um conjunto de equívocos” que o “assolou” nos últimos sete anos, já que  foi presidente do Vitória entre 2012 e 2019, ano em que se demitiu.

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