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António Cunha anuncia execução de projetos no valor de 670 milhões em 2021

Reunião decorreu no Teatro Jordão, um dos dez maiores projetos financiados pelo programa NORTE 2020, com quase 12 milhões de euros.

norte 2020

Decorreu esta segunda-feira, no Teatro Jordão, em Guimarães, a 14.ª reunião do Comité de Acompanhamento do Norte 2020, onde foi apresentado o relatório anual de execução do ano de 2021.

© Juliana Machado / Mais Guimarães

Em conferência de imprensa, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-NORTE), António Cunha, fez um balanço “muito positivo” acerca da execução do programa Norte 2020 em 2021, referindo que “as metas foram cumpridas e superadas”, com 62.3%, valor ligeiramente acima do que era a meta estabelecida de 61%, que permitiu executar projetos no valor global de 670 milhões de euros.

Apesar do resultado que classifica como “fantástico”, o responsável salienta que “ainda faltam 38% para fazer em dois anos, o que significa que as metas para 2022 e 2023 continuam a ser muito difíceis”.

Com expectativas de “exigência”, o dirigente tem confiança que “tudo vai ser conseguido”, mas salvaguarda que “quando foram marcadas as metas de 82% para este ano não havia uma perceção tão clara dos desafios adicionais que existem atualmente, nomeadamente os que resultam da falta de matérias primas e o aumento de custos”.

Por consequência, António Cunha admite “algumas substituições de projetos”. “Os projetos que demoraram mais a arrancar e que agora estão em fase de conclusão, durante este ano e o próximo, são os projetos que envolvem infraestrutura e obra física, que tiveram de ter projetos de arquitetura e serem aprovados nas suas diferentes dimensões, e, por isso, começaram mais tarde”, explicou.

Perante das dificuldades adicionais, o presidente da CCDR-NORTE garante que esses projetos estão a ser “seguidos de perto” e estão a ser verificados aqueles que “têm hipóteses de avançar e serem concluídos”, acrescentando que “aqueles que não tenham terão, provavelmente, de ser substituídos por outros projetos”. Adiantando que estão a ser criados “mecanismos para esse efeito”, o responsável admite estar a discutir com o Governo e com a União Europeia a criação de medidas excecionais.

Entre os dez maiores projetos financiados pelo programa NORTE 2020 está precisamente o Teatro Jordão, com quase 12 milhões de euros.

Para António Cunha, trata-se de um “projeto notável” uma vez que é “projeto de reabilitação urbana”, mas é, simultaneamente, um “projeto multidimensional”, uma vez que a infraestrutura está ao serviço da cultura, através da sala de espetáculos, ao serviço da educação, com o Conservatório de Música de Guimarães e ensino superior de educação universitária, com as componentes de das artes performativas e visuais da Universidade do Minho.

O dirigente destaca que esta foi uma “grande reabilitação” que representa também a “conclusão de um projeto que há quase 20 anos vem sendo financiado por fundos europeus, que é a reabilitação da zona de Couros, que Guimarães pretende que seja uma extensão do espaço classificado como património mundial”.

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