Apenas alunos infetados e contactos de risco vão para casa

Na Escola Secundária Martins Sarmento, os alunos foram esta semana informados de que, caso houvesse um infetado na turma, “apenas os mais próximos vão para casa”.

Contactada pelo Mais Guimarães, a direção do Liceu adiantou que esta é uma “nova medida da Direção Geral da Saúde”, tendo “já uma semana”. A Martins Sarmento teve três turmas em casa, a última a 16 de outubro, porque “inicialmente as turmas iam para casa”.

“Os encarregados de educação dão-nos conta que um aluno está infetado, nós comunicamos às autoridades de saúde e procuramos saber quais foram os contactos de alto risco de acordo com as indicações que a autoridade de saúde nos pediu”.




“Os encarregados de educação dão-nos conta que um aluno está infetado, nós comunicamos às autoridades de saúde”

Assim, em caso de existir um aluno com teste positivo, “as turmas não vão para casa”. “Esse aluno [infetado] fica em casa e aqueles alunos da turma que tiveram comportamentos de alto risco”, explicou a diretora, Ana Maria Silva. Como comportamentos de risco, foi dado o exemplo de estar mais de 15 minutos, juntos, sem máscara, em espaços fechados sem arejamento. “Essas situações têm acontecido porque eles vão almoçar juntos ao exterior, praticam desporto e encontram-se em ginásios noutros espaços”. 

Na escola, garante Ana Maria Silva, tem sido feito um trabalho junto dos professores de educação física para “garantir que os alunos estão a mais de três metros de distância em espaços fechados, e dois ao ar livre”. Na cantina a disposição garante “o distanciamento e o espaço é arejado”. 




A diretora da escola secundária acrescentou que não há cadeias de contágio dentro da instituição. “Tem sido tudo situações em que os alunos estão em casa, ou isolamento profilático por questões familiares ou de amigos que testaram positivo, sempre em contexto familiar”.

“O meu professor ligou-me ontem, a perguntar como é que eu estava”

Uma estudante que testou positivo da Escola Secundária Martins Sarmento contou que a escola perguntou quais os contactos que tinha tido e “duas pessoas vieram para casa”. Como almoçou com colegas “sem máscara, mais de 15 minutos”, esse foi considerado um comportamento de risco. “Até agora ninguém lhes ligou” por parte das autoridades de saúde, mas a estudante garante que está a ser acompanhada pela escola. “O meu professor ligou-me ontem, a perguntar como é que eu estava”, mas ainda não teve aulas online. “Os professores vão começar a mandar trabalhos”, para que haja um acompanhamento maior.

Já na Escola Secundária Francisco de Holanda, após um infetado na turma, todos os alunos foram para casa e vão ser testados. “Não sei se isso agora mudou”, refere um aluno que está em isolamento profilático desde a semana passada. O acompanhamento por parte da escola tem sido feito através dos professores, “perguntam sempre como estamos”, e as aulas estão a decorrer na “normalidade, nos horários estipulados”. Ao que o Mais Guimarães conseguiu apurar, as normas nesta escola secundária são avaliadas caso a caso. Algumas turmas já foram na totalidade para regime online, mas há situações em que apenas o aluno infetado foi para casa.

Na Escola Secundária das Taipas, os alunos referem que, após um contacto com um aluno positivo, a turma foi para casa. “Tivemos todos em contacto em educação física”, e, por isso, dificilmente se saberia quem teve mais ou menos contacto com a pessoa em causa.

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