APESAR DAS PROMESSAS, A IGREJA ROMÂNICA DE SERZEDELO CONTINUA À ESPERA DE INTERVENÇÃO

A Igreja Românica de Serzedelo é considerada Monumento Nacional e, apesar de várias promessas por parte do Ministério da Cultura
e da autarquia vimaranense, continua a apresentar vários problemas de infiltração.

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Os problemas da Igreja de Serzedelo passam maioritariamente pelo telhado, que estão a comprometer a pintura e o soalho. Precisamente por se tratar de um Monumento Nacional, a responsabilidade da requalificação é do Ministério da Cultura. Há vários anos que a autarquia tem vindo a alertar para o estado de degradação desta igreja, porém, a Direção Geral do Património Cultural, ainda nada fez para evitar a deterioração deste património.

Há precisamente dois anos, em dezembro de 2016, o autarca vimaranense Domingos Bragança afirmava, na apresentação a programação de Natal e Ano Novo, que a autarquia estava a elaborar um projeto para requalificar o monumento classificado.  Mais tarde, em novembro de 2017, mais uma promessa. A Câmara Municipal, a Direção Regional de Cultura do Norte e a Fundação Iberdrola assinaram uma Adenda ao Protocolo de Cooperação no âmbito da execução do Plano Românico-Atlântico 2015-2018, tinha como objetivo proceder a uma intervenção de conservação e reforço estrutural da Igreja Românica de Serzedelo. A ideia seria a Iberdrola comparticipar o projeto com 40 mil euros, competindo à Câmara de Guimarães completar a verba necessária para suportar um orçamento estimado em cerca de 120 mil euros. O Mais Guimarães tentou perceber, junto da autarquia, as razões para o atraso, não tendo obtido resposta.

 Nelson Ferreira, presidente da junta de freguesia de Serzedelo, adiantou que, em parceria com a autarquia, está a ser desenvolvido “um projeto da centralidade”, que pretende “levar uma acessibilidade à zona da igreja”, e,  “a ideia será integrar a requalificação nessa mesma intervenção.

 Já o anterior presidente da Junta de Freguesia de Serzedelo, Raúl Peixoto considera que “quanto mais tempo demorar essa intervenção, mais difícil será recuperar esse valiosíssimo património que existe no interior da igreja”. “Quem entra na Igreja fica deslumbrado e, ao mesmo tempo, com pena pela forma como o património se apresenta”, apontou.

Entre várias promessas, o projeto já recua, na verdade, a 2009 altura, segundo Raúl Peixoto, que foi presidente da Junta local entre 2009 e 2017. “Apesar de ser um monumento nacional, a conservação era má demais para ser verdade”, recorda ao Mais Guimarães. “Durante o meu mandato, entre 2009 e 2017, a Junta de Freguesia, em parceria com as instituições religiosas da vila e as restantes forças vivas, foi-se esforçando por tirar este monumento nacional que é a Igreja Românica ou Mosteiro de Santa Cristina, do século XII ou XIII, do anonimato e abandono em que se encontrava”, assegura. Raúl Peixoto explica que o atraso na requalificação poderá estar relacionado com o “levantamento de alguns entraves relacionados com as vicissitudes do facto de ser Monumento Nacional”. “Todos os espaços públicos e principalmente os que são monumentos nacionais, padecem dessa autorização, que normalmente é bastante burocrática e morosa, o que poderá tornar implicativo de significativo atraso. O presidente da Câmara tem tentado a intervenção, mas há certas coisas que é difícil o senso comum entender”, defendeu Raúl Peixoto.

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