Aquisição de prédio urbano da Taipas Turitermas aprovado em Assembleia Municipal

Foi aprovada, esta quinta-feira, na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Guimarães, a aquisição do prédio urbano da Taipas Turitermas.

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A proposta foi aprovada com os votos a favor do PS e CDU, abstenção da IL e votos contra do BE, Chega, CDS e PSD. A aquisição do equipamento, pelo valor de dois milhões de euros, motivou críticas à conduta do município, que é o principal acionista da cooperativa.

“Fala-se em dois milhões como se fala em dois euros”, começou por dizer André Almeida, deputado municipal do Chega, que evidenciou aquilo que considera serem “sacos sem fundos movidos a partidarismos e ricos em maus gestores”.

Para Torcato Ribeiro, a Taipas Turitermas é “um caso único no concelho de Guimarães”. O deputado comunista acusa o município de ter criado um “intermediário caro e nada isento ou imparcial para que ele faça, em seu nome, o que nas outras freguesias é feito pela Câmara Municipal ou por delegação na respetiva Junta de Freguesia”. A seu ver, “o caminho que a Câmara Municipal tem para a Taipas Turitermas empurra a Cooperativa para uma ravina, ao mesmo tempo que despreza as chamadas de atenção que lhe são feitas”.

Sónia Ribeiro lembrou “o passivo cada vez mais pesado acumulado pela Taipas Turitermas nos últimos anos” e indagou o município sobre se “será esta a derradeira solução”, face “aos contínuos erros de gestão”. A líder do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda disse querer ver garantido que “a Câmara não esteja para a Turitermas como um balão de oxigénio em permanente operação e que a Cooperativa deixe ser um poço sem fundo de enterro de verbas municipais e cumpra o serviço público a que se propõe”.

Lembrando os exemplos de Vizela e Vidago, João Salazar explicou que este tipo de cooperativas “quando concessionadas a privadas, podem projetar o turismo, ter rentabilidade e criar qualidade de vida e emprego aos taipenses e vimaranenses, sem distinção de ideologia e não honorar os cofres do município”. O deputado municipal do CDS instou ainda o município a exigir responsabilidades pelos erros de má gestão levados a cabo na Cooperativa.

Por sua vez, os sociais-democratas, representados por Manuel Ribeiro, lembraram os investimentos e erros de gestão que têm vindo a ser recorrentes nos últimos anos e concluem que “há muito tempo que a Câmara Municipal sabe que do caminho ruinoso que a Cooperativa estava a seguir”. Para o deputado municipal, a Taipas Turitermas não tem razões para apresentar exploração deficitária, uma vez que explora uma clínica de fisioterapia convencionada com o Ministério da saúde com uma lista de espera de meses, uma clínica médica de ortopedia e umas piscinas de verão lucrativas”.

Em resposta às anteriores intervenções, Luís Soares afirmou que “não se é de Guimarães só defendo as Taipas, mas também não se é de Guimarães aquando não se defende as Taipas”. Vincou a aquisição pelo valor de dois milhões “não é um roubo, mas sim a restituição daquilo que é a obrigação do município para com aquela freguesia e para com Cooperativa”. Assim, lembra que “ao contrário do que acontece nas “outras Cooperativas quando foram constituídas, em que o património é da Câmara Municipal, a única forma que o município tem de garantir que aquele património é recuperado passa pela alienação do património”.

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