Área determinada para possível exploração de lítio inclui Guimarães

Nesta quarta-feira, de 2 de fevereiro, A Direção-Geral de Energia e Geologia deu luz verde ao procedimento concursal para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de lítio em Portugal.

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Após o lançamento deste concurso público, que “poderá avançar nos próximos 60 dias”, e a prospeção, que decorrerá por um período máximo de cinco anos, poderá iniciar-se a exploração de lítio, com cada um dos projetos a ser sujeito ainda a Avaliação de Impacto Ambiental.

Seis áreas foram autorizadas para esta prospeção,  entre elas, a de “Seixoso-Vieiros” que inclui terrenos nos concelhos de Guimarães, Fafe, Celorico de Basto, Felgueiras, Amarante e Mondim de Basto. Relativamente a Guimarães, esta autorização, inclui parte da freguesia de Serzedo.

O estudo de Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) promovido pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e divulgado também esta quarta-feira, viabilizou a pesquisa e prospeção daquele mineral em seis zonas, mas com “redução de área inicial para metade”.

Foram excluídas “zonas de maior densidade urbana, funcional e demográfica”, tendo ocorrido uma “redução de 49% da área total inicialmente sujeita a avaliação ambiental”, acrescenta o comunicado do Ministério do Ambiente.

De fora destas áreas de prospeção ficaram “Arga” e “Segura”, por incidirem em “áreas protegidas ou de proteção especial”.

Além da zona de “Seixoso-Vieiros” foram viabilizada as zonas de Massueime”, que atinge os municípios de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel, Trancoso e Meda, “Guarda-Mangualde, Blocos N e S”, que inclui Belmonte, Covilhã, Fundão e Guarda, “Guarda Manguelde E”, que abrange Almeida, Belmonte, Guarda e Sabugal, “Guarda-Mangualde W”, que inclui Mangualde, Gouveia, Seia, Penalva do Castelo, Fornos de Algodres e Celorico da Beira, bem como “Guarda Mangualde WN”, área que inclui os municípios de Viseu, Satão, Penalva do Castelo, Mangualde, Seia e Nelas.

Estas são as zonas onde a DGEG considerou existir potencial de existência de lítio, sem que existam especiais restrições ambientais ou humanas.

O lítio é usado sobretudo nas baterias dos carros elétricos, produção que Portugal quer liderar na União Europeia, mas tem outras aplicações industriais, como nas placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos.

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