ASMAV CELEBRA OS 120 ANOS DE EMÍDIO GUERREIRO COM UMA EXPOSIÇÃO

A Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense (ASMAV) inaugura, esta sexta-feira, uma exposição alusiva aos 120 anos do nascimento do matemático e político vimaransense.

 

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Nascia, a 06 de setembro de 1899, um “vimaranense e cidadão universal”. É desta forma que a ASMAV carateriza, em comunicado de imprensa, Emídio Guerreiro. Passados exatamente 120 anos do seu nascimento, a associação dedica-lhe uma exposição, a inaugurar esta sexta-feira, pelas 21h30, na sede da ASMAV, na Rua de Gil Vicente, em Guimarães.
Emídio Guerreiro foi “um dos mais importantes combatentes da liberdade do século XX”: participou “nas primeiras revoltas” contra a ditadura militar instalada em 1926, que tornar-se-ia, em 1933, no regime ditatorial salazarista. O político e matemático vimaranense participou ainda na “Guerra Civil Espanhola, contra o fascismo franquista, na resistência francesa à ocupação nazi”. E, claro, na luta contra o Estado Novo e no pós-25 de abril.
Filho de um militar e de uma doméstica, “cedo se afirmou como republicano e defensor da liberdade” e alistou-se “no exército para combater na 1ª Guerra Mundial”, lê-se no site da Universidade do Porto, onde cursou Matemática na Faculdade de Ciências.
A sua ideologia obrigou-o a fugir e a viver noutros países: em 1932 foi preso por insultar, num manifesto, o Presidente da República de então, Óscar Carmona. Fugiu de Aljube para o Algarve; depois, para Madrid, onde se exilou “junto dos opositores ao regime”. A Guerra Civil Espanhola trocou-lhe o destino e, mais uma vez, viu-se obrigado a fugir; desta vez, para França.
Emídio Guerreiro regressou a Portugal depois do 25 de abril fez parte do PPD de Sá Carneiro. Saiu do partido em 1976. Acabaria por falecer em junho de 2005, em Guimarães, aos 105 anos

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