“Ausência de planeamento de obras”: acusa a Coligação Juntos por Guimarães

Bruno Fernandes, o candidato a presidente de Câmara pela Coligação Juntos por Guimarães, aproveitou a confusão que se gera no trânsito na rua da Ponte, na estrada que liga São Torcato a Guimarães, junto ao corte para São Lourenço de Selho, para falar aos jornalistas do que classifica como uma “ausência de planeamento das obras” que “prejudica os cidadãos”.

Eduardo Fernandes , líder da JSD (esquerda) e Bruno Fernandes ,candidato a presidente da CMG (direita). Foto: Rui Dias

“Esta obra que aqui temos deixa bem claro que não houve planeamento na sua execução. É um caos diário para os cidadãos atravessarem esta obra que está a decorrer há mais de um ano. É uma ausência de planeamento porque a alternativa para os automobilistas também esta em obras”, acusa Bruno Fernandes.

O candidato da CJpG refere-se concretamente às obras que decorrem no eixo que liga Fermentões a Pencelo e a Selho São Lourenço, que estão a decorrer em simultâneo.

“O critério base para a execução das obras é o critério eleitoralista. Deixá-las todas para o último ano do mandato, nem sequer se dão ao cuidado de verificar se essa execução vai prejudicar a vida dos cidadãos”, afirma o candidato.

As 9h00 a fila avoluma-se na passagem pelo entroncamento para Selho São Lourenço. Foto: Rui Dias

Além da falta de planeamento, Bruno Fernandes acusa a Câmara de não estar a resolver os problemas dos cidadãos. O candidato voltou a falar do desnivelamento do nó de Silvares. “Uma obra pela qual se esperou mais de 15 anos, que que custou mais de 3,2 milhões de euros, que houve mais que tempo para a pensar, que era a obra do mandato, que vinha resolver um problema nas entradas e saídas da cidade. O que assistimos, ao fim de algumas semanas, é que essa obra não veio resolver em definitivo o problema dos cidadãos.”

Na opinião de Bruno Fernandes todo o problema se resume a falta de planeamento (ou a um planeamento eleitoralista), embora reconheça que as “obras chateiam”, elas deviam ser pensadas de forma a causar o menor dano possível aos cidadãos.

O candidato da coligação PSD/CDS antecipa problemas que vão surgir depois desta obra estar concluída, porque “o estacionamento que existia foi anulado”. Segundo Bruno Fernandes, “os comerciantes estão revoltados porque deixaram de ter estacionamento para os seus negócios”.

“Queremos lamentar que não tenhamos uma Câmara empenhada em resolver problemas dos vimaranenses. Num momento em que o comércio e os serviços precisam que as pessoas voltem aos seus negócios, elas estão impedidas de o fazer, porque estamos com o concelho transformado num estaleiro.

Brno Fernandes deixa no ar uma pergunta e jeito de acusação: “O mandato é de quatro anos, porque é que as obras são todas feitas no último ano do mandato?”

As obras na EN207-4 tiveram inicio em 6 de março de 2020. A previsão para a sua conclusão era de 10 meses, entretanto, já passou mais de um ano. Recentemente, durante uma reunião de Câmara, Domingos Bragança justificou o atraso na conclusão destas obras com “imponderáveis” relacionados com a pandemia e as condições climatéricas adversas.

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