AVH mostra-se a favor da pedonalização e sugere requalificação do largo da Condessa do Juncal

Através de um comunicado às redações, a Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH) voltou a transmitir a sua opinião favorável ao projeto de pedonalização do centro histórico da cidade. A coletividade dirigida por José Diogo Silva apelou a que “todos os intervenientes nessa discussão consigam, de forma democrática e serena, discutir um assunto” que classificam como “transformador para a evolução de Guimarães enquanto cidade”.

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

Admitindo que este será um processo “levantará, forçosamente, questões e dúvidas”, a AVH disse esperar que “quer poder político, quer poder associativo, tenham a calma e a paciência necessárias para discutir os prós e os contras da forma mais tranquila e amistosa possível”.

A associação refere ainda que “até à data não é conhecido qualquer projeto ou ideia de como será a transformação dessa zona urbana” e, assim sendo, “cabe ao poder associativo vimaranense aguardar para que o projeto seja apresentado à sociedade local. Após a apresentação do mesmo, esse deve ser analisado e discutido internamente, entre aquilo que é a decisão política e aquilo que será o ponto de vista de quem diariamente vive a cidade e nela trabalha ou habita”.

Além disto, a AVH explica que há questões que quer “ver resolvidas e incluídas neste novo projeto de pedonalização” e mostra a sua disponibilidade para “trabalhar com a Associação do Comércio Tradicional de Guimarães, a quem desde já lançamos o repto, para que, de forma conjunta, possamos analisar e apresentar ao município as ideias ou os melhoramentos necessários para uma maior harmonia entre todos os envolvidos no processo”.

Para isso, “será essencial que o debate sobre estes temas seja feito da forma mais institucional e serena possível. Não podemos usar assuntos que são de enorme importância para todos os vimaranenses e transformá-los em agenda mediática que em nada vem tranquilizar e ajudar os envolvidos, sejam eles moradores, habitantes da cidade ou até mesmo os empresários (seja qual for a sua área de atividade)”, pode ler-se na mesma nota.

A associação considera ainda que “o município deve também ser mais explicativo e sucinto no que toca à apresentação ou definição daquilo que pretende com todo este dossier”. “Exige-se do poder local que seja um lugar no qual todas as opiniões contam e tenham, com o devido respeito e elevação, direito uma opinião sincera e interventiva”.

Lançando o repto para que Domingos Bragança seja mais “audaz e ambicioso”, a AVH sugere a “requalificação para o Largo da Condessa do Juncal”, que consideram ser “cada vez mais um ponto cinzento no centro Histórico de Guimarães”. “A sua requalificação, a par do que foi feito no largo de Donães, ajudará ao crescimento do Centro Histórico e melhoramento da vida daqueles que o usam diariamente. Apresentaremos esta nossa ideia em sede própria e com a maior responsabilidade possível, para que em conjunto se possa trabalhar no melhoramento de Guimarães enquanto cidade”, refere a associação.

Apesar de se mostrar a favor da pedonalização, os associados dizem estar “flexíveis a mudar de opinião, caso o projeto apresentado não corresponda à expectativa daquilo que são os interesses do setor que representamos, mas também do interesse dos vimaranenses e das outras áreas económicas envolvidas”.

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