Mais Guimarães

Basílica de S. Pedro assinalou 274 anos com Relógio Carrilhão recuperado

Para a recuperação da máquina, desativada há uns anos, criada em 1948, foi necessário desmontar, limpar, pintar, voltar a montar e lubrificar. Até pode parecer fácil, mas dada a antiguidade da peça, o processo é moroso e minucioso. Agora o Relógio Carrilhão pode ser visitado na Basílica de S. Pedro. Uma satisfação notória para José Silvino, pároco e Juiz da Irmandade de S. Pedro. “Este é o culminar de um grande percurso, um grande caminho, um grande processo, onde quem espera, desespera, mas também quem espera, sempre alcança”, disse José Silvino, destacando o papel importante que José Arantes, elemento da Irmandade, teve na parte de obra.

“Recuperar património, acho que é uma obrigação de todos os cidadãos, daqueles que podem participar. Quando a Irmandade se propôs recuperar o Relógio da Torre, pedimos a colaboração da Câmara Municipal, que aceitou e tenho que agradecer à vereadora Paula Oliveira, que foi muito importante”. E continuou: “A primeira fase era terminar a recuperação do relógio antes do Natal, um objetivo extremamente difícil, conseguimos a 19 de dezembro. A segunda fase foi mais complexa, porque encontrámos as plataformas de acesso ao relógio irrecuperáveis, o que levou à colocação de andaimes, num processo mais complexo”. José Arantes referiu que “o património tem de perdurar” e que acredita que o que está feito vai durar pelo menos mais de 170 anos”.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Coube à vereadora Paula Oliveira representar a autarquia nesta cerimónia, onde demonstrou “gratidão à Irmandade de S. Pedro por recuperar um património que é de todos, é património mundial”. “É uma responsabilidade que é de todos, herdarmos um património, valorizar o passado, que nos permite compreender, conhecer e perceber o presente, e todos temos a responsabilidade no legado do património, assim como naquilo que vamos deixar para as gerações vindouras”, acrescentou. O momento contou com concerto oração pelo padre Jesuíta Duarte Rosado.

Exit mobile version