Bloco de Esquerda preocupado com a falta de alojamento estudantil

Os candidatos do Bloco de Esquerda, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, reuniram com a direção da Associação Académica da Universidade do Minho para tomar conhecimento das reivindicações dos estudantes.

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Os candidatos do Bloco de Esquerda revelam que a principal preocupação é a “falta de alojamento estudantil agravada pela especulação imobiliária nas cidades de Braga e de Guimarães”, o que “aumenta os encargos das famílias e está diretamente relacionada com as situações de abandono escolar que se tem vindo a verificar no ensino superior”.

Segundo os bloquistas, o Plano de Recuperação e Resiliência pode contribuir para resolver parte do problema, mas “os tempos curtos de execução, de 24 meses, inviabilizam que edifícios como o de Santa Luzia, em Guimarães, ainda na esfera do Tesouro e sem projeto não seja incluída”.

Além disso, acrescentam os candidatos, “o problema das residências e dos custos do alojamento já não são novos e que a Universidade do Minho e o Governo não têm encontrado soluções estruturais para o problema”.

Os candidatos ficaram ainda a saber, no encontro com a Associação de Estudantes, que a Portaria 29 A de 2022, que define as condições de financiamento pelo Plano de Recuperação e Resiliência sobre o alojamento estudantil, prevê que “o valor estipulado a cobrar nas novas residências possa ir até 50% do IAS, o que significa valores próximos dos 250€, o que é caro e é o valor do mercado”, dizem. A mesma portaria refere ainda, segundo os bloquistas, que “os lucros das residências revertem para o Ministério das Finanças, o que inviabiliza os custos de manutenção destas estruturas”.

Á comitiva do Bloco, a Associação de Estudantes referiu ainda o subfinanciamento da Universidade, “cuja fórmula não é atualizada desde 2009, compromete, salários de todas as pessoas que trabalham, carreiras, envolvimento em projetos, aquisição de materiais e de equipamentos e a própria Ação Social” na Academia Minhota.

Foi abordada também a questão dos transportes coletivos, não só entre Braga e Guimarães, como também de outros concelhos limítrofes para os dois campi, que “não permitem que os estudantes se desloquem para a universidade deste modo e é um incentivo à utilização do automóvel, mais cara e com consequências ambientais”.

Por fim, a questão do ensino superior gratuito foi referida como “fundamental para que mais estudantes possam frequentar o ensino superior”, mas, porém, “pode não ser suficiente para que alguns possam suportar todos os custos inerentes à frequência, criando desigualdades” no acesso à universidade.

O Bloco de Esquerda propõe a eliminação das propinas de licenciatura e a sua redução no caso dos mestrados e doutoramentos e o aumento para 3% do PIB para ciência e investigação.

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