BONSAI

Por Eliseu Sampaio.

Sempre me fascinou esta árvore de pequeno porte, pela sua beleza e pela vida longa, que vai muito além da idade que a aparente fragilidade nos permite compreender.

Uma planta com uma vida própria mas que, paralelamente, se oferece à moldagem, sugerindo-nos que a transformemos em algo mais equilibrado e harmonioso. A arte do bonsai requer, assim, um equilíbrio entre a criatividade artística de podar e moldar e a rotina diária que um ser vivo necessita para crescer de forma saudável. Devemos regá-la com regularidade, apreciá-la, reconhecer os problemas que possam surgir e tratá-los com celeridade, para que o mal não se propague e danifique a planta irremediavelmente.

Um bonsai precisa de ser podado e moldado de forma artística para atingir a sua beleza plena. O bonsai deve ser sempre elegante, com um afunilamento do tronco, raízes bonitas e uma disposição atrativa dos ramos. A nossa vida também!

Viver carece destes cuidados. Nesse sentido, a prática de amar é fundamental. Amarmo-nos e amarmos os outros, regarmo-nos e regarmos as raízes dos outros, podarmo-nos e podarmos os outros, cuidarmo-nos e cuidarmos dos outros. O equilíbrio é alcançado aqui, quando olhamos para dentro e para fora, com preocupação em dar e receber.

Tal como os bonsais, também nós temos tendências de comportamento e estilos próprios. Compreendermo-nos e procurarmos perceber sempre os outros como, comparativamente, entender as necessidades destas maravilhosas plantas, são atos que devemos praticar regularmente para que continuemos a crescer em modo equilibrado e, tal como os bonsais, alcançarmos uma vida longa e bela.

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