Bragança assume responsabilidade pelo atraso nas obras da EB 2/3 de S. Torcato

Questionado pelo vereador do PSD, Hugo Ribeiro, sobre as obras na EB 2/3 de S. Torcato, “anunciada em 2014”, o presidente assumiu a responsabilidade do atraso. Domingos Bragança assume que numa visita à escola decidiu ir além de um simples restauro para fazer uma obra mais “densa” e que foi isso que o processo se atrasou.

Hugo Ribeiro lembrou que esta obra era um compromisso do primeiro mandato, para depois recordar Domingos Bragança que, uma vez que está no final do seu segundo mandato, corre o risco de não conseguir cumprir aquilo que prometeu.

“É claro que existem muitas obras que são atrasadas deliberadamente pelo presidente, que infelizmente comprometem o desenvolvimento do nosso concelho. As várias intervenções que, aqui, já fiz sobre as diversas promessas não cumpridas pelo presidente comprovam isso mesmo. Esta permanente propaganda está a condicionar a liberdade dos vimaranenses, que estão permanentemente iludidos com sucessivas promessas que não são cumpridas em tempo útil. Esta EB 2/3 de S. Torcato foi prometida no dia 11 de dezembro de 2014, volvidos sete anos, ainda estamos na fase de projeto”, critica o vereador social-democrata. “É demasiado para uma obra desta importância, uma obra fundamental… não conseguimos compreender muito bem quando o presidente diz que prioriza a educação”, acrescenta.

Domingos Bragança assume que as alterações que fez, logo na fase do projeto preliminar, atrasaram o processo. Isto porque a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) não aceitou o projeto tal como ele foi proposto pelo Município.

Segundo o presidente de Câmara, a DGEstE pretendia fazer apenas uma requalificação ligeira, “não era aquilo que a Câmara estava a propor”.

“Eu comuniquei à DGEstE que nós íamos fazer mesmo essa requalificação densa”, afirma Domingos Bragança. “De um valor que era de meio milhão de euros passamos para uma intervenção na ordem dos três milhões de euros”, acrescenta Domingos Bragança. “A comunidade educativa, as pessoas, ficaram encantadas pelo projeto que nós queremos levar a efeito”, afirma o presidente de Câmara.

Domingos Bragança refere que a aprovação da DGEstE é fundamental para a obra poder ser lançada, mas que era também importante que o organismo não tivesse reservas, para ser possível captar fundos comunitários.

Já Hugo Ribeiro, deixa no ar várias perguntas: “Afinal quando é que nasce a escola EB 2/3 de S. Torcato?; O projeto já tem as especialidades prontas?; Quando é que é lançado o concurso?”

De acordo com o presidente da Câmara, o projeto está nesta fase na execução dos projetos de especialidades e afirma que pretende dar início à obra ainda este ano.

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