Bruno Fernandes pede “cabal esclarecimento” da situação da Turitermas

Bruno Fernandes, vereador social-democrata na Câmara Municipal, exigiu esta segunda-feira, dia 08, o “cabal esclarecimento” da situação da cooperativa Taipas- Turitermas, pedindo a Domingos Bragança, que em “defesa do seu nome” e da “reputação da cooperativa” detida em 95% pelo município, solicitasse a realização de uma auditoria externa.

A posição do vereador surge após a notícia veicula pelo Jornal de Notícias, na edição do passado sábado, dando nota de que o Secretário-geral da Taipas-Turitermas, Pedro Pereira, irmão do médico ortopedista Hélder Pereira, exige da instituição “pelo menos 74 mil euros por ter sido afastado e perseguido no posto laboral”.

A notícia refere que Pedro Pereira foi alvo de “comportamentos humilhantes”, desde que o irmão, Hélder Pereira, denunciou um conflito de interesses na cooperativa, relacionado com a aquisição de uma clínica privada na vila das Taipas, por parte da esposa de Ricardo Costa, na altura presidente da Direção da cooperativa taipense. Na altura, Ricardo Costa, ainda presidente da cooperativa, negou qualquer conflito de interesses, bem como o desinvestimento de que é acusado, reafirmando o crescimento da faturação da clínica médica da Taipas-Turitermas, em 2019. 

João Pedro Pereira acusa agora a instituição e os seus dirigentes de o esvaziarem de funções e de o colocarem num gabinete sem internet e sem ordens atribuídas, desde meados de 2018.

Perante esta notícia, Bruno Fernandes questionou Domingos Bragança se iria “continuar a ignorar estas situações”, bem como as mais recentes declarações do médico Hélder Pereira, que acusou o presidente da Câmara Municipal de Guimarães de “branquear a situação”.

Domingos Bragança defendeu que a cooperativa possui “órgãos próprios” e que as contas de 2019 “foram aprovadas pelos cooperantes com voto de louvor.” Quanto à queixa apresentada pelo Secretário-geral da Taipas-Turitermas, Pedro Pereira, o edil referiu que, em conversa com Hélder Pereira, o irmão, o aconselhou a “remeter este assunto para o Ministério Público e para o tribunal”, se os órgãos sociais da cooperativa “não lhe derem resposta ao que apresenta”, concluiu.

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