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Bruno Fernandes: Que áreas de acolhimento empresarial estão disponíveis “amanhã”?

Bruno Fernandes, vereador eleito pela coligação Juntos por Guimarães (JpG), […]

bruno fernandes com barra

Bruno Fernandes, vereador eleito pela coligação Juntos por Guimarães (JpG), acredita que o município “não está a dar uma resposta cabal naquilo que é a disponibilidade de áreas de acolhimento empresarial”. O vereador social-democrata questionou Domingos Bragança sobre a existência de áreas de acolhimento empresarial no concelho de Guimarães. A seu ver, este é um “problema que se vai arrastando”, cuja resolução é “estruturante para o desenvolvimento do concelho”.

© Cláudia Crespo / Mais Guimarães

Bruno Fernandes lembrou o recente investimento acolhido por Monção, que disponibilizou um parque industrial com 16 hectares. São este tipo de ofertas que, na sua opinião, fazem falta a Guimarães e que representam uma alternativa viável para as empresas que se querem instalar na região norte.

Destacando a “necessidade de captação de investimento externo”, Bruno Fernandes explica que “se quisermos instalar uma multinacional ou uma empresa local que necessite de três ou quatro hectares em parque industrial, disponível para hoje, não temos”.

As justificações apresentadas por Domingos Bragança, que se prendem com a especulação imobiliária e com a revisão do PDM, não satisfazem a oposição que reitera que “Guimarães continua a perder competitividade” e “a ver passar o comboio”.

O vereador social-democrata lembrou que há jovens a procurar casa e emprego fora do concelho, fruto da falta de respostas ao nível de habitação e das áreas de acolhimento industrial.

Já Domingos Bragança garantiu que “Guimarães tem uma bolsa de terrenos” e que “estão vários projetos em execução”. No entanto, é preciso dar continuidade à revisão do PDM para que possam ser libertados terrenos.

Além da expansão dos atuais parques, o edil vimaranense vincou a intenção de criar um parque industrial a sul do concelho, nas freguesias de Lordelo, Selho, Conde, Moreira de Cónegos, Serzedelo e Guardizela, com a sustentabilidade ambiental como prioridade.

Também há espaço disponível no AvePark, que estará reservado para um parceiro estratégico do ponto de vista tecnológico. Bragança garantiu que “tem feito contactos” que poderão resultar num investimento de seis ou sete milhões de euros.

“Temos áreas para localização industrial. Às vezes cria-se a ideia de que não existem áreas de acolhimento empresarial em Guimarães e há. Só no Ave Park existem cerca de 60 hectares disponíveis. Uma parte é pública, do município, e outra parte é privada”, explicou o autarca, acrescentando que “a disponibilidade de terrenos não tem que ser pública”.

O objetivo é fazer com que “haja mais terrenos e que, consequentemente, isso faça baixar o preço”, uma vez que atualmente “há terrenos disponíveis, mas a um preço muito elevado”, justificou.

Domingos Bragança elogiou ainda o facto de este ser um território “muito atrativo e muito procurado”, e garantiu que a estão em curso cerca de dez contratos de planeamento, que se prevê que libertem cerca de 100 hectares de forma imediata para disponibilização. “Onde houver zonas indicadas para a expansão industrial e haja vontade dos proprietários, podem propor à Câmara a passagem de terrenos de reserva para zonas de localização industrial ou habitação”, apelou.

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