Bruno Fernandes questiona o trabalho da Resinorte

Ecopontos em Gonça (esquerda) e Urgezes (direita), no domingo, dia 14 de junho.

O vereador social-democrata Bruno Fernandes, levantou a questão do cumprimento contratual por parte de Resinorte. O problema foi colocado durante a reunião do executivo municipal, na quinta-feira,dia 18 de junho.

Para Bruno Fernandes a questão da recolha das resíduos não se coloca nas áreas que estão a cargo da Vitrus. O vereador do PSD questiona as razões do serviço não ter o mesmo padrão de qualidade nos locais onde está concessionado à Resinorte. “O contrato está a ser cumprido?” Pergunta Bruno Fernandes. O vereador social-democrata lembra que esta é uma situação particularmente delicada numa cidade como “Guimarães que quer ser Capital Verde Europeia”. Bruno Fernandes sublinhou que esta se trata de uma “questão recorrente”.

Domingos Bragança concorda com o vereador do PSD relativamente à avaliação do trabalho da Resinorte. A empresa recolhe os resíduos dos ecopontos no âmbito de um contrato de concessão promovido pela Associação de Municípios do Vale do Ave (AMAVE), explicou o presidente. Para Domingos Bragança a diferença entre um serviço suficiente e um serviço de excelência é o que caracteriza o que a Resinorte tem feito. Fica no ar a ideia de que não haverá incumprimentos que permitam avançar para uma rescisão contratual, embora exista uma insatisfação. O presidente vai mais longe, concordado que as falhas são “recorrentes”. Ainda que demonstrando o seu descontentamento publicamente, Domingos Bragança afirma que o nível de incumprimento não lhe permite tomar outras ações, sob pena de ter de indemnizar a Resinorte. “Se o insuficiente que se verifica chegasse para denunciar o contrato era o caminho que seguiríamos”, afirmou.

Para Domingos Bragança a solução passa por “encontrar as insuficiências da Resinorte, fazê-la cumprir o contrato de acordo com o que consideramos ser um serviço de excelência e se não o fizer, temos de expor essas fragilidades”.

Sofia Ferreira, a vereadora responsável por esta área, esclareceu, durante a reunião de Câmara, que a Resinorte se viu a braços com vários casos de covid-19. Terá sido essa a justificação da empresa para os atrasos dos últimos tempos. A empresa terá, entretanto, ultrapassado o problema e a recolha estará agora a decorrer com normalidade, informou a vereadora.

Para Bruno Fernandes a questão passa por rever o clausulado do contrato. “O contrato poderá não estar ajustado ou não estará a haver cumprimento. As soluções passam por exigir o cumprimento, fazer um reforço, ou complementar com os serviços da Câmara o trabalho da Resinorte”.

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