Bullying a alunos infetados é uma preocupação

A educação foi um dos temas em destaque no Consultório Aberto deste sábado, que contou com a presença de Adelina Paula Pinto, vice-presidente e vereadora das áreas da Educação e da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães, além de Emanuela Lopes, psicóloga clínica e da saúde do Hospital de Guimarães.

Adelina Paula Pinto mostrou-se preocupada com os números de casos positivos nas escolas e, por esse motivo, considera que o uso de máscara devia ser alargado ao primeiro ciclo. “Daquilo que eu conheço das nossas escolas em Guimarães, e do número de crianças que têm estado infetadas no primeiro ciclo, já se justificava o Governo ter tomado a decisão de alargar a máscara ao primeiro ciclo.”

A Câmara já entregou máscaras nas escolas, como “uma tentativa de seduzir os meninos do primeiro ciclo e os pais e encarregados de educação para o uso da máscara. Isto limitaria muito esta questão de termos um número elevado de crianças em casa por força de uma criança ou outra.”

O impacto da covid-19 nas crianças é visível e a vereadora conta ao Mais Guimarães que há “muitas crianças querem ficar em casa, a não querer ir para a escola. E os pais estão a pactuar com esta situação e a tentar contornar”.

Também a questão do bullying foi abordada, uma vez que se sente que existe “bullying em relação aos miúdos que foram infetados”. As crianças “passaram de um confinamento em casa, para um confinamento na escola. A escola não é nada daquilo que andamos a construir nos últimos anos.”

Para Emanuela Lopes é importante que “a par de todas as intervenções que fizemos e estamos a fazer”, a intervenção a nível psicológico esteja presente. A psicóloga lembra que “temos que estar muito atentos à questão do bullying”. Os adultos, sejam eles “os psicólogos que estão no terrenos, os professores, os pais, os vizinhos”, têm que ter um papel forte em relação a isso.

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