BV TAIPAS CELEBRARAM 132 ANOS COM MAIS DE 1.700 ALERTAS AO LONGO DO ANO

Os Bombeiros Voluntários das Taipas comemoraram esta quarta-feira, 01 de maio, Dia do Trabalhador, o 132 aniversário.

Para assinalar a data, além da entrega de medalhas a vários elementos da corporação taipense, 22 condecorações no total, foram ainda promovidos 30 bombeiros. Estiveram também presentes várias entidades neste aniversário.

José Oliveira, Presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária, começou por agradecer a presença do Secretário de Estado da Proteção Civil. “Volvido mais um ano, atingimos ontem a bonita idade de 132 anos. Ao senhor Secretário de Estado, agradecemos calorosamente a sua deslocação à nossa vila, motivo para nós de grande honra. Somos uma associação com muita história, por sermos uma das associações mais pujantes do concelho. Tivemos 10131 alertas em 2018, mais de 600 fora da área de atuação. A Câmara não se tem poupado a esforços a ajudar esta casa nos últimos anos”, referiu.

Por sua vez, Rafael Amâncio, comandante dos Bombeiros das Taipas, começou por agradecer aos seus homens e mulheres. “Agradeço a vossa disponibilidade e empenho que engrandece o distrito de Braga. Realizaram-se nesta casa eventos que levaram o nome da associação a todo o país, assim como mudanças positivas”, apontou. O comandante avançou que o próximo objetivo será tentar desbloquear o financiamento para um novo veículo de combate a incêndio urbano. “Precisamos de 200 mil euros”, anunciou. “Comandar bombeiros deste gabarito não é difícil. Todos juntos somos mais fortes”, concluiu Rafael Amâncio.

Já o Presidente da Direção, reverendo Padre José das Neves Machado, referiu que “celebrar o 132 aniversário é sempre o motivo de festa”. “Mas celebrar o aniversário de uma instituição que tem como papel o socorro de pessoas, será motivo de redobrada festa”, exclamou. “Como sabemos, não têm sido fáceis os últimos tempos. Sentimos decréscimo no voluntariado”, sublinhou, acrescentando que muitos jovens não conseguem conciliar os estudos com o trabalho de bombeiro. “A falta de incentivos sociais por parte das entidades, não tem aliciado os jovens para a inscrição, o que é de lamentar. Felizmente, no município de Guimarães, não acontece. Felizmente, o município sente e vive a causa do associativismo e do voluntariado. Vivem os problemas que vivemos. Não temos razão de queixa do município”, apontou.

No entanto, falou do futuro, que parece esquecido pelo Governo. “Por vezes, parece que não interessa ao Estado o trabalho destes soldados da paz. Que futuro nos espera? Vejo-o com grande apreensão. Reconhecemos, no entanto, que da nossa parte também há muito a melhorar. Não basta envergar uma farda para ser bombeiro, é necessário que tenha a devida formação. Não é com uma escola a 300 quilómetros da residência, de cinco semanas, que se vai resolver. Temos que trabalhar juntos. A vitória será de todos nós. Estamos a investir seriamente na unidade local de formação. Será inaugurada uma escola para o município e distrito”, concluiu.

Domingos Bragança, também ele distinguido nas comemorações – quarta personalidade a receber a “Placa de Honra” – começou a sua intervenção mencionando isso mesmo. “A minha distinção sensibilizou-me muito, que devolvo a todos os taipenses e vimaranenses”, sublinhou. O Presidente da Câmara continuou, explicando que “no tempo que vivemos, com alterações climáticas, em que nada faz prever que aconteçam, temos que estar preparados”. “Nós queremos proximidade com os nossos bombeiros. Queremos sentir o que é necessário para as respostas mais adequadas. Foi a aqui apresentada uma escola do concelho e queremos que tenha abrangência nacional. Hoje os nossos bombeiros são a nossa força fundamental. Não nos estamos só a preparar para o sinistro, estamos a preveni-lo. Queremos que a associação tenha tudo o que for necessário. Estamos disponíveis com o Governo para trabalhar para que possamos aprofundar a nossa experiência e que possa ser replicada por todo o país”, concluiu o autarca vimaranense.

O Secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, foi o último a discursar e destacou o “trabalho conjunto” que se faz em Guimarães, no âmbito da Proteção Civil. “É muito ano na vida de uma instituição. As associações assumem um papel estruturante na proteção dos cidadãos. Os riscos são diários e a maioria de nós não se apercebe do trabalho da proteção civil, principalmente dos bombeiros. Sentimos que neste território é um trabalho conjunto, convergência de esforços”, disse.

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