A iniciativa é promovida pela Academia Portuguesa da Água e pela Taipas Turitermas, contando com o apoio institucional do Município de Guimarães. A sessão terá lugar a partir das 14h30, no Auditório Prof. Mário Rodrigues, na Escola Básica 2,3 das Caldas das Taipas, reunindo especialistas, investigadores e representantes de instituições ligadas à água, ao património e ao termalismo.
Publicada em 1726, a obra Aquilégio Medicinal constitui um importante testemunho sobre o conhecimento das águas minerais e termais em Portugal. Três séculos depois, a efeméride será assinalada com um programa que pretende estabelecer uma ponte entre a história, a ciência e a valorização do património termal.
Os trabalhos serão moderados por Cristina Calheiros, vice-presidente da Academia Portuguesa da Água, e estarão organizados em dois painéis temáticos.
No primeiro, Maria da Graça Pinho da Cruz, embaixadora da Academia Portuguesa da Água para a investigação histórica, apresentará a comunicação “Francisco da Fonseca Henriques: Vida, Obra e Imagem”. Seguir-se-á a intervenção do geólogo Manuel Abrunhosa, dedicada ao tema “A Hidrogeologia das Caldas das Taipas nos 300 Anos do Aquilégio Medicinal (1726-2026) de Francisco da Fonseca Henriques”. O segundo painel contará com a participação de Carlos Marques, com a comunicação “Uma Homenagem ao frei carmelita Cristóvão dos Reis: Reflexões”, e de Vasco Pombeiro de Sousa, que abordará a importância da qualidade da água na comunicação “Segurança no controlo de qualidade da Água, faz dela ouro”.
Um dos momentos centrais da sessão será a assinatura de um Protocolo de Colaboração entre a Academia Portuguesa da Água e a Taipas Turitermas, reforçando a cooperação entre as duas entidades na promoção do conhecimento científico, da investigação e da valorização do património ligado à água e ao termalismo.
O encerramento estará a cargo de Maria do Rosário Norton, presidente da Academia Portuguesa da Água, seguindo-se um momento musical protagonizado pela Universidade do Minho.
A organização destaca que a realização desta iniciativa nas Caldas das Taipas assume um significado especial, tendo em conta a forte tradição termal da vila e o papel que as suas águas desempenham há séculos na identidade e no desenvolvimento do território.
