Câmara anuncia novo protocolo para a recuperação da Igreja de Serzedelo

Foi aprovado em reunião de Câmara, nesta segunda, dia 25, a concretização de um protocolo entre da Câmara Municipal de Guimarães e a Direção Geral de Cultura do Norte (DGCN), que visa uma intervenção “rápida” na conservação e reforço estrutural da Igreja Românica de Serzedelo.

Este protocolo substitui um outro, estabelecido em 2017 entre o município vimaranense, a Fundação Iberdrola, e a DGCN, e designado por Protocolo de Cooperação do Plano Românico-Atlântico 2015-2018.

Ao abrigo desse acordo, a Fundação Iberdrola, pela lei do mecenato, financiaria a obra em 40 mil euros. O mecenas desistiu do protocolo devido aos atrasos na sua execução.

Segundo este novo protocolo, agora aprovado, a Câmara Municipal de Guimarães mantém o financiamento de 80 mil euros previsto no anterior, e a Direção Geral de Cultura do Norte assume o valor que cabia ao promotor privado, bem como a responsabilidade da execução da obra.

Na reunião de Câmara, Domingos Bragança, explicou as razões do atraso no processo para a conservação do monumento nacional, que está sob a tutela do Estado.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, o atraso deu-se na elaboração do projeto, da responsabilidade da DRCN, com a colaboração na área das especialidades de engenharia da Câmara Municipal. “É aqui que esteve a dificuldade. Foi na aprovação nas diversas áreas de intervenção do projeto.” Assinalou Domingos Bragança, declinando qualquer responsabilidade do município.

Seara de Sá, vereador do Urbanismo, referiu que “o município, no âmbito do anterior protocolo fez tudo e mais alguma coisa relativamente aquilo que se comprometeu”. Apontando também à DRCN responsabilidades no atraso deste processo.

“A obra irá ser lançada de imediato a concurso pela DRCN, conforme me foi referido pelo Diretor Regional de Cultura Norte”.

Domingos Bragança

André Coelho Lima, vereador do PSD, lembrou que, em outubro de 2015, na reunião municipal descentralizada que decorreu no interior da Igreja Românica de Serzedelo, foi assumido o compromisso de executar a sua recuperação.

Para o vereador da oposição, este protocolo é rigorosamente igual ao celebrado em 2017. “Durante quatro anos nada foi feito e em ano eleitoral vem o mesmo protocolo”, assinalou André Coelho Lima, acrescentando que, o município, ao atribuir responsabilidades à Direção Regional de Cultura do Norte “tem de haver uma enorme incompetência por parte daquela entidade, o que deve merecer uma intervenção duríssima, porque Guimarães está a ser posta de parte”.

Manifestando concordância com a necessidade da reabilitação daquele “importantíssimo património” de Guimarães, pela “beleza, riqueza patrimonial e pelos frescos que estão a deteriorar-se”, o vereador terminou referindo, no entanto, que “a coincidência temporal de vir sempre em ano de eleições a celebração do protocolo merece a nossa censura”.

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