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Câmara vai transferir verbas para escolas comprarem material informático para alunos

Proposta foi aprovada na reunião de câmara desta segunda-feira.

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Proposta foi aprovada na reunião de câmara desta segunda-feira, mas Bruno Fernandes, vereador do PSD, questionou: “Foi preciso esperar tanto tempo?” Adelina Paula Pinto defende que a resposta foi “rápida” e “articulada”.

© Mais Guimarães

Foi aprovada, na reunião de câmara desta segunda-feira, a transferência de verbas para 14 agrupamentos e duas escolas secundárias do concelho para a aquisição de equipamentos informáticos. Ainda que aprovado, o ponto suscitou questões e críticas por parte da oposição, vocalizadas pelo vereador Bruno Fernandes.

O também presidente do PSD de Guimarães questionou o porquê de todas as escolas e agrupamentos abrangidos receberem o mesmo montante (12.500 euros cada). “Presume-se que as necessidades são todas iguais. A senhora vereadora [Adelina Paula Pinto, com o pelouro da Educação] tinha dito que estava a ser feito um levantamento dessas necessidades. A consequência desse trabalho resultou em idênticas conclusões?”, interrogou. A vereadora defendeu que “a questão de equidade na educação” sempre foi “o mote” do trabalho do executivo. “É esse o nosso caminho e não é à toa que Guimarães tem sido referência” neste campo, acrescentou. Por isso, mesmo que a verba seja superior às necessidades das escolas, a vereadora explicou que, assim, também se contribui para resolver um problema no pós-pandemia: “o défice informático” das mesmas, já que “não tem havido um investimento por parte do ministério dado o número elevado de escolas”.     

Contudo, Bruno Fernandes considerou que a resposta do município no que diz respeito às escolas básicas e secundárias do concelho foi tardia, criticando a atuação da câmara, que “reage e não age”. “Passaram semanas sem os alunos terem estes equipamentos”, frisou. Na conferência de imprensa após a reunião, o vereador do PSD reforçou a sua posição relativamente ao modelo que a câmara seguiu para o ensino à distância: “Foi preciso esperar tanto tempo? Estamos na terceira semana do ensino à distância, há 45 dias foi decretado o Estado de Emergência e só hoje é que a câmara apresenta uma proposta com esta verba.”

No momento reservado às perguntas dos jornalistas, a vereadora da Educação e vice-presidente do município disse discordar das observações do social-democrata. “Há uma série de soluções para que nenhuma das crianças fique para trás. Não concordo que não estejamos a responder. Foi uma resposta rápida e muito articulada”, disse. Adelina Paula Pinto lembrou ainda a morosidade dos processos de levantamentos das escolas junto dos encarregados de educação (os primeiros dados “não eram reais”, avançou) e que os estabelecimentos de ensino também tiveram de realizar um levantamento dos seus equipamentos. É que a Câmara Municipal de Guimarães “aparece na fase final” deste processo: apenas as escolas primárias estão sob a alçada da câmara.

Nesse sentido, a vereadora adiantou que já foram entregues 500 tablets, estando prevista a distribuição de outros tantos “esta semana”. “A questão do primeiro ciclo fica, assim, resolvida”, afirmou. A “recarga” de tablets para os alunos do 1.º ciclo foi realizada com o propósito de ficar “com uma bolsa” de equipamentos tecnológicos para responder a eventuais problemas. Por exemplo, há “pais que tinham acesso à Internet e que agora deixaram de ter”; casos de avarias também poderão ser contornados, estando garantida a substituição.

No regresso às aulas presenciais, Adelina Paula Pinto garante que as escolas estarão “mais apetrechadas”. “É uma oportunidade para preparar o pós-covid. Estas são decisões que tomamos em tempo de pandemia sejam depois aproveitadas, porque as escolas estavam a precisar de um reforço dos seus equipamentos tecnológicos.”   

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