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Caminho da Geira e dos Arrieiros entra no mapa das grandes rotas culturais de Santiago

López Campos explicou ainda que esta medida responde às solicitações de municípios, associações e entidades que, nos últimos anos, têm desenvolvido um intenso trabalho de investigação e documentação para valorizar rotas com forte identidade histórica, cultural e patrimonial. O objetivo passa por promover a cultura, o desenvolvimento sustentável e a coesão social, sobretudo em territórios mais vulneráveis do ponto de vista geográfico e social.

Além do Caminho Cultural da Geira e dos Arrieiros, a lista inicial inclui também os itinerários de São Rosendo (Santo Tirso), Minhoto Ribeiro (Braga), Muxía via Brandomil, Mariñán, Muros-Noia, do Mar e do Künig.

Pelo Caminho da Geira e dos Arrieiros, este ano, foram atribuídas 757 compostelas aos peregrinos, e estima-se que, ao longo dos últimos oito anos, tenha sido percorrido por 7.634 pessoas, das quais 3.176 obtiveram o documento oficial de chegada a Santiago de Compostela pelos meios tradicionais.

A nova categoria será formalizada através de um decreto que definirá medidas específicas de proteção, promoção e apoio, assegurando que estas rotas tenham prioridade no planeamento de programas culturais, na atribuição de subsídios e na criação de iniciativas de valorização.

Com 239 quilómetros, o Caminho da Geira começa na Sé de Braga, atravessa os municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, e entra na Galiza pela Portela do Homem. O percurso foi apresentado oficialmente em 2017, em Braga e Ribadavia, reconhecido pela Igreja em 2019 e referido em publicações do Eixo Atlântico e do Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Este itinerário distingue-se por integrar patrimónios únicos, como a Geira, a via romana mais bem conservada do antigo Império Romano do Ocidente, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, sendo ainda um dos poucos caminhos que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.

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