Catarina de Lencastre, poetisa vimaranense do século XVIII, é figura central na Sociedade Martins Sarmento

“Cartografias do Feminino” é o tema da conferência a realizar pela Sociedade Martins Sarmento em parceria com o município de Guimarães e o município Chapada dos Guimarães (Brasil), no âmbito no protocolo de amizade entre as duas cidades, estabelecido em 2021.  

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“Cartografias do Feminino” é o tema da conferência a realizar pela Sociedade Martins Sarmento em parceria com o município de Guimarães e o município Chapada dos Guimarães (Brasil), no âmbito no protocolo de amizade entre as duas cidades, estabelecido em 2021.  

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A sessão, que se realiza no dia 22 de outubro, pelas 16h30, contará com a participação de Maria Luísa Malato Borralho, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que apresentará a vida e a obra da poetisa vimaranense Catarina de Lencastre.

“À descoberta de uma poetisa do século XVIII” remete para a dificuldade de conhecer uma mulher do século XVIII, de localizar o que terá sido a sua produção literária, as suas motivações e inspirações. 

Serão ainda apresentadas músicas da época, pela Sociedade Musical de Guimarães, bem como poemas de Catarina de Lencastre, declamados por jovens de Chapada dos Guimarães.

Catarina de Lencastre nasceu em 1749, em Guimarães. Filha dos senhores da Casa de Vila Pouca, uma família com grande prestígio político e ligação à cultura, acedeu a uma educação cuidadosa.

Casou por procuração em 1767, com Luís Pinto de Sousa Coutinho, que viria a ser o 1.º Visconde de Balsemão. No início da sua carreira política, foi nomeado governador de Mato Grosso, mas Catarina não o acompanha nesta missão. Terá sido por influência de Luís Pinto de Sousa Coutinho, durante a sua estadia em Mato Grosso, que o município de Santana de Chapada passou a chamar-se Santana de Chapada dos Guimarães.

Em 1774, a família parte para Inglaterra, onde Luís Pereira ocupa o cargo de embaixador. O primeiro filho do casal nasce durante a viagem e Catarina toma a decisão de não aparecer em público durante um ano: pretendia aprender inglês, francês e italiano e só depois abrir a sua casa aos políticos e intelectuais com que a família se relacionava.

A sua obra poética, reconhecida por vários contemporâneos mantém-se inédita, tendo sido nos últimos anos objeto de investigação.

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