CDS CRITICA “INOPERÂNCIA” DA CÂMARA NA QUESTÃO AVE PARK

Centristas querem manter os dois deputados e, se possível, chegar ao terceiro. Partido apresentou as propostas para o concelho

Depois de já ter apresentado os candidatos e propostas em Braga e Barcelos, o CDS apresentou, na manhã desta sexta-feira, os objetivos e propostas para o concelho de Guimarães. O foco passa por, tal como a nível nacional, baixar impostos, melhorar a mobilidade e aumentar o investimento.

No entender do cabeça de lista pelo partido por Braga, Telmo Correia, um dos maiores desafios que assola a região é a zona do Ave, cuja solução passa passa pela “requalificação industrial”, baixando impostos, nomeadamente o IRC. Os centristas insistiram também na importância de melhorar os acessos ferroviários, já que não existe ligação “entre as duas maiores cidades do quadrilátero” – Braga e Guimarães. Ainda no que toca à mobilidade, o CDS aponta para o desnivelamento em Silvares como medida fulcral para agilizar as deslocações no concelho.

Estiveram presentes na apresentação das propostas, Durval Tiago Ferreira, o número dois da lista pelos centristas pelo círculo eleitoral de Braga, cuja eleição “é o primeiro objetivo da candidatura”, para que o CDS mantenha os dois deputados pelo distrito e também Ângela Oliveira, o primeiro nome por Guimarães, que o CDS perspetiva que possa exercer mandato, mesmo que não haja eleição direta.

Pela voz da vimaranense, os centristas criticam a ligação ao Ave Park nos moldes desenhados. Na opinião do partido, a solução passaria pela melhoria da nacional 101 e urge para “que a rotunda de Silvares tenha uma solução efetiva e rápida” para melhorar a ligação a Ponte. “A forma como a CM de Guimarães queria criar uma autoestrada de seis quilómetros, sem benefício para as populações das Taipas e zona envolvente seria um desperdício”, argumenta.

O CDS propõe uma Agência Nacional para Investigação e Desenvolvimento que sirva de ponte entre a Universidade e empresas, já que os centristas consideram o Ave Park “um projeto falhado”, que a CM pretende salvar com construção da via de acesso prometida há uma série de anos”.

Para além do investimento na mobilidade, Ângela Oliveira, aponta para a questão da despoluição do rio Ave: “Guimarães pretende ser capital verde europeia, mas não vemos da parte do governo esse acompanhamento, o empenho cinge-se à CM de Guimarães”. A centrista argumenta que, embora tenha sido aprovada uma resolução na Assembleia que visa implantar um plano de despoluição e recuperação ambiental da bacia hidrográfica do Ave, “o governo priorizou uma intervenção no Rio Vizela”.

0 Comentários

Envie uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

©2021 MAIS GUIMARÃES - Super8

Publicidade

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?