CDS PP pede auditoria externa e independente à gestão da Taipas Turitermas

Na última Assembleia Municipal, o CDS PP acusou a Taipas Turitermas de ter "uma gestão errática, deficiente e sem rumo estratégico definido desde a sua criação".

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Na última Assembleia Municipal, o CDS PP acusou a Taipas Turitermas de ter “uma gestão errática, deficiente e sem rumo estratégico definido desde a sua criação”. Para o partido, isto “vem sendo reconhecido pelo município de Guimarães que, ainda há meses, deixava expressa necessidade, e a conveniência, em fazer-se uma reflexão que permita estabelecer uma nova forma de organização” da cooperativa municipal.

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A Taipas Turitermas vive, diz o CDS PP, “em estado de necessidade permanente, com receitas que não chegam, sequer, para cobrir as despesas correntes, apenas sobrevivendo com subsidiação da Câmara Municipal de Guimarães, e, frequentemente, revestindo a forma de socorro mais básica em apoios de tesouraria”.

“Não obstante o chumbo do Tribunal de Contas, a Câmara Municipal de Guimarães não desiste de adquirir à Taipas Turitermas, por uns significativos dois milhões de euros”, recordam ainda fazendo referência ao “prédio da sua propriedade composto por restaurante, parque de campismo, polidesportivo, entre outras valências que a Taipas Turitermas não consegue rentabilizar”.

O CDS PP “não vê de que utilidade pública possa revestir-se um restaurante e um parque de campismo e, muito menos, como pode a Taipas Turitermas alavancar de forma relativamente rápida e eficiente uma área em que, nos mais de 30 anos da sua existência, a receita que vem gerando não chega, tão pouco, para cobrir 50% das suas necessidades, indiciando a perpetuação da necessidade de amparo significativo por parte da edilidade”.

“A Taipas Turitermas pode estar perto de uma situação de falência técnica”, defende o partido que acredita que “só isso explica mais esta manobra de injeção de capital através da compra de um imóvel de que a Câmara Municipal de Guimarães não necessita”.

Enquadrado na Coligação Juntos por Guimarães, o CDS vai, assim, requerer, na próxima reunião do executivo municipal, a realização de uma auditoria externa e independente à gestão da Taipas Turitermas que “claramente informe o município e os vimaranenses da sua situação económico-financeira, da sua solvabilidade e da sua viabilidade enquanto ente autónomo e não dependente da subsidiação constante e permanente da Câmara Municipal de Guimarães”.

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, lembrou, na Assembleia Municipal, que os dois milhões de euros “têm de ser pagos num momento só porque é preciso fazer o distrate de hipoteca”. O objetivo, disse, é “adquirir este prédio urbano e, por essa via, dar disponibilidade à Taipas Termal para fazer os pagamentos de empréstimos de médio prazo que asfixiam a tesouraria e as finanças da Taipas Turitermas”.

O presidente do município adiantou ainda que pediu um estudo ao IPCA “para ver todas as possibilidades que a Taipas Turitermas pode ter para o seu futuro para o caso do visto do Tribunal de Contas não ser favorável”.

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