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César Viana deixa direção artística do Festival de Música Religiosa de Guimarães

A saída está relacionada com a recente aproximação institucional e comercial do Município de Guimarães a Israel, no contexto da situação que se vive em Gaza. “É uma decisão que tomo com profunda tristeza, mas que considero inevitável perante a recente aproximação institucional e comercial da Câmara Municipal de Guimarães a Israel, no contexto da situação que se vive em Gaza. É uma questão que me toca profundamente e perante a qual, por razões de consciência, não me é possível permanecer indiferente”, afirma César Viana.

O compositor sublinha, contudo, que a decisão não diminui a estima que mantém pelo festival nem pelas pessoas com quem trabalhou ao longo dos anos.
“Tenho muito orgulho no nível e na dimensão internacional que o Festival alcançou, resultado, em grande medida, da competência, dedicação e qualidade das equipas com quem tive o privilégio de trabalhar”, refere.

César Viana manifesta também o desejo de que o Festival de Música Religiosa de Guimarães prossiga o seu percurso.
“Espero sinceramente que o Festival continue e possa manter, ou mesmo superar, a qualidade que alcançou até agora”, acrescenta.
A decisão diz respeito exclusivamente à impossibilidade, por razões de consciência, de César Viana continuar a assegurar a direção artística do Festival nas atuais circunstâncias. Segundo o próprio, não traduz qualquer divergência com a equipa ou com o projeto artístico desenvolvido ao longo destes anos.

A saída ocorre depois de, nos últimos dias, a relação entre o Município de Guimarães e representantes de Israel ter gerado posições públicas de diferentes setores políticos e da sociedade civil vimaranense.

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