Cidade-berço acolhe tunas do mundo

 A Afonsina – Tuna de Engenharia da Universidade do Minho, em coorganização com os Tunos Decanos de Iberoamérica, organizou, este fim de semana, as Jornadas Culturais do Encontro Ibero-Americano de Tunas de Guimarães, um evento que trouxe a Guimarães uma nova visão do mundo das tunas académicas.

© Joana Meneses / Mais Guimarães

Depois do Centro Histórico receber um espetáculo de tunas com a TunObebes, a Tuna Universitaria Baja Califórnia, a Tuna Veterana da Universidade Portucalense, a TunAmérica de Puerto Rico e a Tuna Afonsina, sábado decorreram as jornadas culturais “A Tuna Académica em Guimarães e no Mundo”.

As tunas tiveram ainda a oportunidade de conhecer Guimarães e visitar a Capela de São Nicolau com uma introdução à tradição do culto a São Nicolau em Guimarães por Miguel Bastos.

Para o magíster da Afonsina, Igor Fernandes, encher o largo de Donães foi “muito gratificante”. Durante quase três horas, as pessoas não saíram do espaço. Num fim de semana tão cheio em Guimarães, os vimaranenses, e não só, pararam para ouvir e ver o espetáculo de tunas. “As pessoas de Guimarães verem o nosso espetáculo e apreciarem as tunas que conseguimos trazer cá é gratificante”, completa.

Apesar de cansados, depois de uma viagem longa, Luis Carlos García, do México, e Carlos Santiago, de Puerto Rico, mostraram-se muito contentes com o evento. “Gostaram do público e isso é importante, porque somos músicos e, quando tocamos, gostamos que o público goste”, explica Igor Fernandes.

A Tuna Universitaria Baja Califórnia cumpriu o seu objetivo de partilhar música mexicana com Guimarães. “Foi incrível. Já me tinham dito que se não estive em Guimarães, então não estive em Portugal, porque aqui nasceu Portugal. Adorei as pessoas, foram amáveis, receberam-nos super bem”, garantiu Luis Carlos García enquanto se mostrava claramente agradecido.

© Joana Meneses / Mais Guimarães

Numa cidade “com muita história e icónica”, Carlos Santiago destacou o “ambiente, a hospitalidade e amabilidade” de Guimarães e dos vimaranenses.

O momento alto da noite de sexta-feira foi, como já é habitual nas atuações da Afonsina, o hino da tuna vimaranense. O público, que já sabe a música, canta com os tunos enquanto dançam. Os tunos mexicanos não fogem à regra e também já conseguem entoar “é a Afonsina, a Tuna de Engenharia”. Para Luis Carlos García “foi fascinante ver como a cidade e a tuna são como um só. Quando cantaram o hino, ver toda a gente a cantar e a dançar foi incrível. Nunca tinha visto em nenhum lado. Estava impressionado”.

A atuação das tunas decorreu no largo de Donães, mas poderia ter sido num outro espaço do centro histórico. “Em Guimarães qualquer espaço é mágico”, destacou Adélio Silva da Tuna de Veteranos da Universidade Portucalense, para quem tocar na cidade-berço “é sempre um prazer”.

Ao Mais Guimarães, Igor Fernandes lembrou que “uma primeira edição é sempre um teste”, mas a vontade de realizar um novo encontro é grande. “Vamos ver, com o que fizemos este ano, aquilo que podemos melhorar”. 

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