Coelima com um passivo de 30 milhões aguarda decisão do tribunal

No final de 2020 a Coelima tinha um passivo de de 29,5 milhões de euros e cerca de 250 credores, segundo o pedido de insolvência entregue no Tribunal de Comércio de Guimarães. O pedido de insolvência não foi ainda aceite pelo Tribunal de Guimarães.

Foto: DR

De acordo com a petição inicial, datada de 14 de abril, a empresa têxtil, com 253 trabalhadores, declarou estar “numa situação de insolvência iminente, antecipando que a breve trecho se encontrará impossibilitada de cumprir com as suas obrigações nas respetivas datas de vencimento”.

Segundo o relatório e contas, em 31 de dezembro de 2020, a Coelima tinha um ativo contabilístico na ordem dos 31,1 milhões de euros e um passivo superior a 29,5 milhões de euros. O passivo da empresa é detido por 250 credores, na sua grande maioria fornecedores da Coelima. Ainda segundo este relatório, a Coelima não tem dívidas à Autoridade Tributária nem salários em atraso.

Os dois maiores credores da Coelima são o banco público, a Caixa Geral de Depósitos e oFundo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas (FACCE), no conjunto, as duas entidades, representam 80% do passivo da Coelima.

Entre os maiores credores consta ainda a Moretextil, empresa criada para “salvar” a JMA, a António Almeida e Filhos e a própria Coelima. A António Almeida e Filhos também surge arrolada entre um dos maiores credores da Coelima.

Segundo Ricardo Costa, vereador com o pelouro do Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal de Guimarães, o futuro da empresa pode passar, por uma aquisição por empresários vimaranenses. O autarca afirma que há interessados com essa capacidade. Nesse sentido, a Coelima propôs a nomeação de Pedro Pidwell (nome ligado a processos de grandes empresas, como é o caso da Soares da Costa) como gestor da insolvência, com o objetivo de apresentar um plano de recuperação.

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