COIMBRA

Berço académico de vultos da nossa Cultura, marco incontornável associado ao ensino e erudição, é considerada, por muitos, a capital do amor em Portugal.

 

Visitar Coimbra é viver e respirar história e tradição académica. No primeiro encontro, demorar-se-á a contemplar esta bela senhora, que se alteia, luminosa, na colina que nasce do Mondego.

No Largo da Portagem, o emblemático Hotel Astória e o edifício do Banco de Portugal obrigá-lo-ão a tirar as primeiras fotografias. Aproveite para tomar um café e provar o crocante e delicioso Pastel de Tentúgal.

Saboreie a azáfama, a cultura e o som da Ferreira Borges. Poderá ter a sorte de ouvir fado em plena rua, trinado por um estudante universitário. Ficará refém do som, da voz e da letra da canção: “Ai como é belo, à luz da lua, ouvir-se um fado em plena rua. Sou cantador, apaixonado, vibrando as cordas a cantar o fado” (Estudantina Universitária de Coimbra – “À Meia Noite ao Luar”).

Aqui, poderá visitar o Mosteiro de Santa Cruz, fundado em 1131 pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e o apoio de D. Afonso Henriques e D. Sancho I, cujos corpos aqui encontraram a sua última morada.

Dirija-se para a zona Alta da cidade pela Escada do Quebra Costas, um marco histórico, dos tempos medievais, que liga o Arco de Almedina ao Largo da Sé Velha. Aqui, onde mora um dos edifícios, em estilo românico, mais importantes do país, viveu também José Afonso, o Trovador da Liberdade: “Em cada esquina um amigo, em cada rosto igualdade. O povo é quem mais ordena, dentro de ti ó cidade.”

A Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa, foi fundada em 1290, pelo rei D. Dinis, estabelecendo-se definitivamente nesta cidade, e após alternância com Lisboa, em 1537. A Universidade de Coimbra, Alta e Sofia é Património Mundial da Unesco desde 2013, dividida em quatro núcleos principais: Colégios do Séc. XVI, Pátio das Escolas, Edifícios da Reforma Pombalina e Complexo do Estado Novo. Demore-se no coração universitário, onde encontrará uma das mais belas bibliotecas do mundo. Expoente máximo do barroco civil português, a Biblioteca Joanina possui notável riqueza decorativa e valioso fundo bibliográfico. De todos os pontos de interesse associados a esta ala, referência aos morcegos que a habitam, que protegem os livros de insetos (em especial da traça), alimentando-se deles, numa especial relação simbiótica. Visite o restante complexo universitário, e admire a panorâmica da cidade do alto da “Cabra” (época de verão) ou na varanda exterior da Sala do Exame Privado. O bilhete inclui também entrada no Museu da Ciência (Laboratorio Chimico), um espaço deveras interessante.

À noite, poderá render-se a uma Casa de Fados, ou consultar a agenda cultural da cidade. Para descanso do dia, retire-se no Hotel Quinta da Lágrimas, um palácio do século XVIII, envolvido por doze hectares de jardins históricos. Pela manhã, explore este recanto de paz, e perca-se em lugares encantadores, imbuídos da lenda de amor de Pedro e Inês. Poderá ainda visitar sítios icónicos como o Portugal dos Pequenitos ou o Penedo da Saudade, miradouro para a parte oriental da cidade, e onde se encontram marcos da vida académica.

Antes da abalada, última mirada desde as margens do rio… Quem aqui estudou reviverá, na perfeição, os versos da Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico (88/89): “Capa negra de saudade, no momento da partida. Segredos desta cidade, levo comigo pr’a vida.”

 

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