Coligação Juntos por Guimarães alerta para a situação das coletividades desportivas

Na sequência da publicação de uma analise feita pelo Centro de Estudos do Desporto de Guimarães (CEDG), a Coligação Juntos por Guimarães (CJpG) vem dizer, em comunicado, que “ninguém ficou surpreendido” com a quebra na atividade da cooperativa e acrescenta que “esta é a realidade com que vivem todas as coletividades desportivas”.

Foto: Rui Dias

“Que a prática desportiva de lazer, bem-estar e de formação caiu a pique, com resultados catastróficos para a saúde das pessoas, para a formação dos jovens e para a saúde financeira das coletividades, isso, infelizmente, não é novidade. Aquilo que não se compreende é porque é que a Autarquia, em face deste problema, ainda não desencadeou medidas de apoio”, afirma a Coligação.

A CJpG lembra que “no momento em que foi possível retomar as atividades, as épocas desportivas estavam perdidas. Na grande maioria dos casos, os clubes optaram por preparar a época seguinte. Os próprios pais e atletas que nas pequenas coletividades são chamados a fazer parte do investimento optaram por não avançar este ano”.

A Coligação aponta ainda “os sucessivos confinamentos de pessoas individuais e, por vezes de turmas inteiras, necessários para conter a pandemia, as famílias ainda não encontraram a estabilidade necessária para retomar as suas atividades normais” e as pessoas que ficaram sem emprego ou que viram os seus negócios encerados, como motivos para a redução da prática desportiva.

“Não nos podemos esquecer que, numa primeira fase, a covid-19 afetou principalmente os mais velhos que ainda terão algum medo, naturalmente, de retomar as suas atividades habituais”, aponta a Coligação.

A CJpG recorda que, para fazer face a estes problemas a Tempo Livre recebeu, em 2020, um acréscimo de 60% no financiamento que recebe da Câmara. “Este aumento da comparticipação da Câmara é compreensível e justificável num quadro em que era expectável que a atividade da Tempo Livre fosse altamente deficitária”, diz a Coligação PSD/CDS.

O que a Coligação afirma que não é compreensível é que “para as dezenas de clubes do concelho, o vereador do desporto tenha anunciado um programa de 60 mil euros, ou seja, 10% do que foi atribuído à Tempo Livre. Alguns clubes muito relevantes, como o Vitória Sport Clube, com as suas 14 modalidades amadoras e centenas de atletas de formação, não foram sequer contemplados neste programa”.

A Coligação volta à proposta que fez em setembro de 2020 de adoção de um Programa Extraordinário de Apoio ao Desporto. “Era visível que os clubes tinham uma forte redução das suas receitas, sem que as despesas tivessem baixado em proporção. As rendas, os créditos, as contas de água, luz, comunicações e os salários, continuaram a ser pagos”, lê-se no comunicado.

PSD e CDS afirmam que, “chegados a julho de 2021, sem que nada tenha sido feito, é a Cooperativa que gere a oferta municipal de desporto, através de uma análise realizada pelo seu Centro de Estudos, que vem alertar para a situação debilitada do setor”. Rematam dizendo que ficam na expectativa relativamente ao que Domingos Bragança e Ricardo Costa, vereador do Desporto, vão fazer em face das palavras do presidente da Tempo Livre, Amadeu Portilha.

Para a CJpG é preciso lançar “um Programa Extraordinário de Apoio ao Desporto, acompanhado de uma forte campanha de promoção da prática de desporto informal, generalizado a toda a população”.

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