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Colóquio internacional debate as artes no Condado Portucalense e no reinado de D. Afonso Henriques

Integrado nas Comemorações dos 900 Anos da Batalha de São Mamede (1128-2028), o encontro pretende aprofundar o conhecimento sobre a evolução artística no período condal e nos primeiros tempos do reino português, analisando o modo como as influências culturais e artísticas contribuíram para a construção de uma identidade própria.

O programa reúne quatro conferências plenárias e oito comunicações, com especialistas e investigadores de várias instituições nacionais e espanholas, dedicados a diferentes expressões artísticas medievais, como a arquitetura, a escultura e a ourivesaria.

Primeiro dia

O colóquio arrancou esta manhã, às 9h00, com a receção aos participantes, seguindo-se, às 9h30, a sessão de abertura, com intervenções de Mário Jorge Barroca, da Comissão Científica e Organizadora, de Antero Ferreira, da Sociedade Martins Sarmento, e de Isabel Ferreira, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães.

Ainda durante a manhã, José Carlos Sanchez Pardo (Universidade de Santiago de Compostela) apresentou a primeira conferência, dedicada à arquitetura e escultura pré-românicas na Galiza e no Norte de Portugal. Seguiu-se a comunicação de Mário Pereiro Fernandez (CISPAC), sobre a arquitetura como representação do poder na Gallaecia Ocidental. Às 11h35, Luís Fontes (Lab2PT – Universidade do Minho) fala sobre o Mausoléu de São Frutuoso de Montélios.

À tarde, a partir das 15h00, Paulo Almeida Fernandes profere a segunda conferência, sobre a vitalidade artística asturiana e leonesa no Ocidente peninsular nos séculos IX-X. Há ainda três comunicações, de Francisco José Moreno Martín (UCM), António Manuel Carvalho Lima (CITCEM) e Inês Mineiro Abreu (IHA – FSCH-UNL). O dia encerra, às 18h00, com a apresentação do livro “El Prerrománico Leonés. Arte en el Reino de León (910-1037)”, por Javier Callado Cobo, Teresa Fernández e Emilio Campomanes Alvaredo.

Segundo dia

O sábado arranca às 9h30 com a conferência de Manuel Antonio Castiñeiras Gonzalez (Universitat Autònoma de Barcelona), sobre o românico hispânico entre 1075 e 1130. Da parte da manhã constam ainda as comunicações de Victoriano Nodar Fernandez (Universidade de Vigo), sobre as primeiras experiências da escultura românica no noroeste peninsular, e de Adelaide Miranda, Luís Correia de Sousa e Maria João Melo, que traçam uma panorâmica das artes no Condado Portucalense e no reinado de D. Afonso Henriques.

À tarde, Ilya Semionoff e Manuel Real (CITCEM – IEM) dedicam a conferência a Santa Cruz de Coimbra e ao seu contexto urbano no tempo de D. Afonso Henriques. Segue-se a comunicação de Eduardo de Oliveira Tavares (CIJVS) sobre a Igreja de São João de Alporão, em Santarém, e as congéneres de Zamora e Ávila.

O encerramento, marcado para as 17h30, conta com Manuel Luís Real e Mário Jorge Barroca, da Comissão Científica e Organizadora, e com Paulo Almeida Fernandes, da Comissão Organizadora. Às 17h45 é apresentado o livro “O Domínio do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra: Formação, composição e exploração (1131-1181)”, da coleção “Estudos Portucalenses”, por Luís Carlos Amaral e Rui Neves.

Inscrição obrigatória

A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória através de formulário. O acesso está sujeito à lotação da sala.

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