Com covid e sem covid, batem-se recordes de mortalidade em Portugal

Ontem, dia 20 de janeiro, foi um dia negro em Portugal, em que se registaram 721 óbitos, atingindo-se um novo recorde de falecimentos no país.

Foto: Direitos reservados

Comparativamente com 2019, quase que duplicou o número de óbitos. Em 2019, foram declarados, neste dia, 375 mortes. Já a média de mortes no dia 20 de janeiro, nos últimos dez anos, entre 2011 a 2020, foi de 388 pessoas.

Segundo os dados recolhidos pelo Sistema de Informação dos Certificados de Óbito (SICO), em Portugal, desde o início do ano, em 20 dias, faleceram 11.849 pessoas, mais 4.198 do que em igual período de 2019 (mais 4.243 se considerarmos a média dos últimos dez anos).

Registo de 2.780 mortes associadas à covid-19, nos primeiros 20 dias no ano

Quando à covid-19, a 31 de dezembro registavam-se, em Portugal, 6.906 mortes associadas ao coronavírus e, a 20 de janeiro, esse número subiu para os 9.686, havendo aqui uma diferença de 2.780 óbitos. Estabeleceu-se numa média diária nestes primeiros dias do ano de 132,38, sendo que o número tem vindo a subir consecutivamente, estando o país há três dias acima dos 200 óbitos diários associados ao novo coronavírus.

Considerando o aumento total de óbitos em Portugal, de mais 4.243 (em comparação com a média dos últimos dez anos) nos primeiros 20 dias de 2021, verificamos que os falecimentos associados ao vírus SARS CoV2 representam 65,5% do total, registando-se ainda 1.463 óbitos (34,5%) que estão relacionados com outros fatores.

Morreram em Portugal em 2020, segundo o Instituto Nacional de Estatística, 123.409 pessoas. É uma subida de 11.118 face a 2019 e um excesso de mortalidade de 12.220 óbitos relativamente à média dos últimos cinco anos.

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