Companhia procura quem queira entrar em espetáculo e “alertar para a importância da paz”

Dez anos se passaram desde que a Cia. Dançando com a Diferença, com sede na Madeira, estreou Endless, um espetáculo de Henrique Amoedo, que é um dos resultados de um projeto mais amplo que teve a participação de entidades de Portugal, Letónia, Estónia, Polónia e Alemanha. Desde a sua estreia, já foi apresentado em diferentes cidades e a participação comunitária sempre aconteceu. 

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Na primeira fase de implementação do projeto, em Guimarães, o grupo foi questionado acerca da pertinência de abordar o Holocausto num trabalho que envolve pessoas de diferentes segmentos da sociedade e num momento tão distante dos factos. “A nossa resposta foi que sim. Que era pertinente e muito urgente olharmos para a história numa perspetiva de crescimento, de futuro”, dizem. “O mundo hoje já é diferente daquele que tínhamos no final de 2021, quando iniciámos este processo, mas a urgência de olharmos para o nosso futuro, tendo a paz como perspetiva é ainda maior”, acrescanta Henrique Amoedo.

Endless é um espetáculo onde a dança, a música e o vídeo interagem questionando a condição humana. O seu principal foco está no Holocausto vivido durante a II Guerra Mundial, “não com uma perspetiva ou abordagem histórica, mas como uma obra artística que alerta para a importância de rever o passado, fazer as suas ligações com o presente, para que – se possível – se tenha um olhar atento para o que queremos para o nosso futuro”.

A companhia procura pessoas que queiram participar do processo de remontagem e na apresentação de Endless, no Grande Auditório Francisca Abreu (CCVF), nos dias 29 e 30 de abril. 

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