CONCERTOS E CORRIDAS PELO PATRIMÓNIO CULTURAL DA UNESCO

Sessão oficial antecipa concerto comemorativo. À noite, corre-se pelo Património Cultural fora.

Vitorino d’ Almeida e Ana Sofia Pinto protagonizam concerto comemorativo na sexta-feira. © Mais Guimarães

Foi há 18 anos. Na altura, ainda na ressaca da inauguração do Multiusos, Guimarães vivia mais uma importante data. A 14 de dezembro, à lista do Património Mundial da UNESCO juntava-se o Centro Histórico de Guimarães, entre outros 31 novos sítios — seis deles naturais e 25 culturais, como é o caso vimaranense.
Para o celebrar, há um programa extenso agendado para esta sexta-feira. Destacam-se a sessão oficial no Salão Nobre da Câmara Municipal de Guimarães, às 17h00 e o concerto comemorativo, às 18h30, de António Vitorino d’ Almeida, ao piano, e a soprano Ana Maria Pinto. O dia começa mesmo com o encontro “Em Concreto”, que decorrerá na Casa da Memória entre as 09h30 e as 18h00, numa ação conjunta d’ A Oficina e do Centro em Rede de Investigação em Antropologia da Universidade do Minho. O tema em destaque é o artesanato e também será lançado o 13.º volume da revista de estudos em património cultural, a Veduta.

Para além disso, às 21h30, a “Corrida pelo Património”, na sua quinta edição, percorrerá vários monumentos emblemáticos da cidade. Como sempre, a iniciativa, sem caraterísticas competitivas, está aberta à participação de todos os interessados que queriam correr os sete quilómetros de extensão. O local de partida e de chegara será o Largo Cónego José Maria Gomes (na Câmara Municipal), sendo as inscrições gratuitas e estando abertas até dia 13 de dezembro.

Um centro com séculos dentro

Como refere um artigo do arquivo da UNESCO, lançado a 13 de dezembro desse ano, a “histórica cidade de Guimarães é associada com a criação na identidade portuguesa no século XII”. E essa vertente histórica pinta, ainda hoje, o quadro urbanístico tão distintivo da cidade, cujo centro tem séculos dentro. “É um exemplo excecionalmente bem preservado e autêntico da evolução de um lugar medieval para uma cidade moderna. A rica tipologia de construção da cidade representa o desenvolvimento especificamente português entre os séculos XV e XIX”, aponta o mesmo artigo: entre as habitações “terreiras” (de um só piso), as “casas-torre” e o Paço dos Duques, o Centro Histórico agrega exemplares da evolução arquitetónica e urbanística portuguesa e europeia.

Para a inscrição do Centro Histórico nesta lista, contribuíram três critérios. O primeiro diz respeito às “técnicas de construção especializadas desenvolvidas” em Guimarães, transmitidas depois “para as colónias portuguesas em África”. Entra ainda nas contas a contribuição da cidade para a criação da identidade portuguesa e da língua portuguesa, para além da preservação do Centro Histórico, já mencionada. Estando inserido nesta lista, o Centro Histórico está sujeito “a várias disposições legais” de forma a garantir a proteção dos mesmos, como a Lei n.º 107/2001, que prevê, por exemplo a sua “inspeção e prevenção”, “impedindo, mediante a instituição de organismos, processos e controlos adequados, a desfiguração, degradação ou pedra de elementos integrantes do património cultural”, lê-se na alínea e) do artigo 6.º. No Centro Histórico há 14 edifícios históricos que são Monumentos Nacionais (um total de oito) ou propriedades de interesse público (seis).

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