Entre as questões colocadas ao Governo destacam-se: se tem conhecimento do pedido de insolvência e do Plano Especial de Revitalização (PER) do grupo; se está a acompanhar a situação para garantir os direitos dos trabalhadores; e que medidas pretende implementar para assegurar a manutenção dos postos de trabalho em risco.
O SINTAB também veio a público repudiar a possibilidade de encerramento da empresa, referindo que “os trabalhadores recusam o encerramento e exigem a viabilização da empresa”, que tem mais de 50 anos de história, trabalhadores altamente qualificados, infraestruturas industriais operacionais, rede comercial ativa, clientes e encomendas.
O sindicato questiona ainda “onde foram aplicados e de que forma foram geridos os resultados amplamente propagandeados em anos anteriores”, e aponta que a crise “não resulta da falta de clientes, encomendas ou capacidade produtiva, mas sim de opções de gestão que têm de ser escrutinadas e assumidas por quem as tomou”.
Além disso, o sindicato denuncia uma complexa estrutura empresarial criada em 2019, quando quase todos os trabalhadores foram transferidos para a empresa CONCEITOS AVULSO, que opera sem património próprio, utilizando as instalações e meios produtivos do Grupo Celeste. Esta “engenharia empresarial” está a ser utilizada como “escudo processual”, criando obstáculos e riscos sérios para os direitos dos trabalhadores.
Face a esta situação, a urgência em encontrar soluções que salvaguardem os postos de trabalho e assegurem a continuidade da atividade produtiva no Grupo Celeste é um apelo comum entre os trabalhadores, o sindicato e agora também o grupo parlamentar do PCP, que aguardam uma resposta do Governo.
