Cultura em Guimarães: o que há para ver e fazer até ao final de janeiro

Apesar de 2020 ter sido um ano atípico, fique a par das datas dos eventos culturais na cidade de Guimarães. Desde música, teatro, exposições e dança, fique a conhecer a agenda cultural para este mês de janeiro.

Centro Cultural Vila Flor

Começando pela música, no sábado dia 23 de janeiro, o álbum musical “Vida Nova” marca o regresso aos palcos de Manel Cruz, ex-vocalista dos Ornatos Violeta. Este novo trabalho tem letra, música e imagem do artista, é composto por 12 músicas. e é acompanhado por um livro, cujo conteúdo é complemento da obra artística de Manel Cruz. “Vida Nova” foi composto maioritariamente no ukulele.

Manuel Cruz

De 12 de setembro a 4 de abril, os jardins do Centro Cultural Vila Flor transformam-se num observatório da biodiversidade de Guimarães. As imagens em exposição, captadas pelo fotógrafo Jorge Sarmento, retratam diferentes espécies de fauna e flora encontradas em locais como a Montanha da Penha, o Parque da Cidade, a Veiga de Creixomil, entre outros.

Uma outra exposição intitulada “O Palácio” encontra-se em exibição CCVF. Celebra, expande e revive aquilo que foi a matéria deste lugar de apresentação nos últimos 15 anos. Esta coletiva torna-se numa oportunidade rara de percecionar transversalmente aquilo que foi a dinâmica e singularidade programática do Palácio Vila Flor no contexto das artes plásticas e visuais.

No Centro Cultural Vila Flor existe ainda espaço para o cinema. Neste primeiro mês do ano, o Cineclube de Guimarães apresenta cinco filmes no grande auditório. No passado dia 5 de janeiro foi apresentado o filme “Listen” de Ana Rocha de Sousa. Na sexta-feira, 7 de janeiro, foi a vez de “O sal das lágrimas” de Phillippe Garrel. Já no sábado, dia 9, pelas 10h30 será “O mundo dos dragões” de Tomer Eshed, com uma versão dobrada em português. Dia 19 de janeiro, pelas 20h45 será apresentado “A felicidade das pequenas coisas”, de Daniele Luchetti e, por último, na quinta-feira, dia 21 será exibido o filme “David Byrne’s American Utopia”, de De Spike Lee.

Centro Internacional das Artes José de Guimarães – CIAJG

Nos dias 14 e 15 de janeiro existirá, neste espaço cultural, um ciclo formativo intitulado “Sentir e Ensinar a Sentir – Desafios do Contexto Educativo”, com Sara Brandão. Este evento pretende essencialmente dotar os docentes de conhecimentos teóricos e práticos sobre a importância da saúde psicológica e bem-estar, em particular como a dimensão de psicologia de segurança se conjuga com a aprendizagem e o relacionamento interpessoal.

Um percurso entre o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Casa da Memória, numa visita que propõe ligar dois espaços diferentes entre si, mas com muito em comum. Este evento decorrerá durante todo o ano.

Os dois museus existem a poucos passos um do outro, na avenida Conde de Margaride. Na Casa da Memória de Guimarães (CDMG) sondamos os trejeitos e os segredos mais imperscrutáveis dos vimaranenses.

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães é um espaço expositivo com um vasto conjunto de peças das coleções do artista vimaranense José de Guimarães, que são periodicamente colocadas lado a lado, com trabalhos de artistas contemporâneos, numa nova ligação através da arte, entre passado e futuro.

Este evento tem a duração de 90 minutos e deve ser marcada com, pelo menos, uma semana de antecedência. As Visitas Orientadas podem ir desde os 1,50 euros a 2,00 euros, isto para grupos escolares ou instituições, já para outros grupos terá o custo entre os 4,00 e os 5,00 euros. Quanto às Visitas Conjuntas, o preço é de dois euros para grupos escolares ou instituições e de cinco euros para outros grupos.

Casa da Misericórdia de Guimarães

Nesta instituição, durante todo o ano, decorrerá “Um Tapete e o que Mais?”, uma oficina de tapeçaria, com Rita Senra. Este evento cultura tem como objetivo desafiar pequenos e grandes a festejar e a reconhecer a tradição com os olhos postos no futuro, passando pelos Artistas Populares para refletir sobre a dita erudita Arte Contemporânea.

Centro para os assuntos da Arte e arquitetura – CAAA

“Entre a Tensão e o Delírio”, uma exposição de Tales Frey, foi inaugurada dia 9 de janeiro, pelas 15h00, e estará patente até 20 de fevereiro. Esta exposição reflete como os corpos são moldados a partir de uma comunicação fundamentada em símbolos, os quais são massivamente difundidos, desde a aprendizagem fundamental até a comunicação publicitária, onde códigos são transformados em corpos padronizados de acordo com um status quo vigorante.

Também inaugurada no dia 9 de janeiro foi a exposição “Princesinha do Cerrado” de Hilda de Paulo. Estará em exibição até ao próximo mês, 20 de fevereiro. Frequentemente chamada de “Princesinha do Cerrado” nos anos de 1930, Inhumas-GO/Brasil é a cidade onde a artista Hilda de Paulo nasceu e viveu até a sua adolescência e, nesta exposição, repleta de confissões que sublinham o caráter autobiográfico do conjunto de obras, a artista retoma um projeto não-concluído de autoficção para abordar a sua transexualidade e o modo como as sociedades lidam com os corpos dissidentes.

Nas suas livres investigações de cores em pinturas que aparecem tanto em suportes convencionais como de modo expandido, há referências a elementos da natureza apontando forças cósmicas, indicando a existência humana como uma pequena forma de vida num universo tão maior, justamente para enfatizar a interdependência entre tudo que há ao nosso redor.

CLAV – Centro e Laboratório Artístico de Vermil

Valter Lobo

Dia 22 de janeiro, no Centro e Laboratório Artístico de Vermil, Guimarães, pelas 21h30 irá atuar Valter Lobo. O público para ter acesso ao concerto no espaço do CLAV – Centro e Laboratório Artístico de Vermil terá que doar um livro para a criação de uma biblioteca neste espaço.

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