DIA INTERNACIONAL DA MULHER…E PORQUE NÃO DIA INTERNACIONAL DO HOMEM? PERGUNTA O IMBECIL

Por Ana Amélia Guimarães

Durante milénios a mulher foi considerada como um ser inferior e tratada como tal. Parir e tratar da casa, caso fossem ricas ou parir, trabalhar em ofícios duros e mal pagos e depois tratar da casa, caso fossem pobres.

No mundo ocidental, até ao século 20, a mulher tinha a condição política do escravo da Grécia no século V a.C.. O Feminismo, essa palavra que ainda faz tremer muita gente e instituições, é um «movimento» que historicamente ainda agora começou e  as lutas que trava são imensa.

Muito haveria a dizer. Opto por apresentar dois tópicos  que abordam questões diferentes, as conclusões ficam para o leitor.

 

No dia 20 de Fevereiro, a Assembleia da República aprovou, por iniciativa do PCP, o seguinte voto de congratulação « A Seleção Feminina de Futsal alcançou um resultado histórico e de grande valor no primeiro Campeonato Europeu feminino de Futsal, que decorreu em Gondomar, entre 15 e 17 de fevereiro.

Depois de um valioso percurso, que colocou a Seleção Feminina de Futsal na final-four do Europeu, o seu desempenho, comportamento e entrega nos jogos (…) são de valorizar, especialmente considerando que das 14 jogadoras da Seleção só duas são profissionais. Entre as restantes encontramos quem seja estudante, médica, costureira, optometrista, radiologista, militar da GNR, trabalhadora de hotelaria, do calçado, gestora, havendo mesmo quem tenha sido mãe durante o seu percurso desportivo. Estas mulheres abdicam do seu tempo livre e colocam-no ao serviço da modalidade, treinando e competindo com sacrifício, mas também com muito amor ao futsal.

(…) Num mundo desportivo que continua a ser tão marcado por profundas diferenças nas condições de participação das mulheres em relação aos homens, por grandes dificuldades das mulheres no acesso ao desporto profissional e competitivo, todos os momentos em que estas diferenças se esbatam devem ser assinalados e devidamente valorizados pelo que podem significar de derrube das barreiras que persistem(…).”

 

2.

PORQUE TIVE QUE ENSINAR A MINHA FILHA:

– A saber usar os seus sapatos e chaves como armas de defesa;

– Onde e como atingir um rapaz em caso de ser atacada, bem como para não se sentir mal depois disso;

– Para sair sempre em grupo;

– Para passear sempre só com um phone no ouvido;

– Para instalar uma aplicação no telemóvel que me contacte caso ela não clique para confirmar que está bem;

– Para gritar “fogo” em vez de “violação”;

– Para ter seguranças que a acompanhem ao carro;

– Para não estacionar perto de carrinhas;

– Para gravar as conversas que ela tenha com o patrão quando não há nenhuma mulher presente;

– Para apenas aceitar bebidas com o selo ainda preservado;

– Para não se sentir culpada para reportar um ataque, seja verbal ou físico;

– Para ligar sempre para casa caso se sinta ameaçada.

 

Que ela tem valor.

Que ela deve ser bem tratada.

Que ela tem que ser respeitada.

 

Texto anónimo, traduzido e adaptado.

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