DIREÇÃO DA ACIG APRESENTA DEMISSÃO

A direção da Associação Comercial e Industrial de Guimarães (ACIG) demitiu-se. Ao que o Mais Guimarães apurou junto de membros da direção, o pedido de demissão dos cinco diretores já foi apresentado ao administrador judicial provisório. O processo está agora nas mãos do presidente da Assembleia Geral, Manuel Martins.

A demissão foi formalmente apresentada ontem, despoletada por várias questões, tal como a falta de propostas para a venda do edifício pelos valores mínimos estipulados pela direção: 3, 2 milhões de euros.

Contactado pelo Mais Guimarães, Filipe Vilas Boas, presidente da direção da ACIG, comentou que a decisão foi formalizada no dia de ontem porque era necessário, antes de tudo, “acautelar o processo da CISAVE”, que está agora sob a tutela da Associação Industrial de Fafe. “Foi um assunto que conseguimos resolver e levou ao adiamento da decisão [de pedir a demissão]”. “Estando resolvida a questão da CISAVE não havia mais anda a fazer como órgão de gestão administrativo da ACIG”, conclui.

Com a demissão da direção e a insolvência ao virar da esquina, Filipe Vilas Boas adverte que “as pessoas e empresários” vão sentir falta da ACIG: “as pessoas ainda não estão convictas que a ACIG vai fechar, é só uma crise. As empresas de Guimarães, principalmente as mais pequenas, precisavam do apoio e formação da associação”.  O ex-diretor tomou posse em maio do ano passado. Ano e meio volvido lembra que “quando um concelho começa a perder algumas referências, são sinais que devem alertar as pessoas para o futuro”.

Este aparente esquecimento coletivo da ACIG por parte da sociedade vimaranense está particularmente presente na falta de associativismo. A título de exemplo, Filipe Vilas Boas lembra que na última assembleia apenas marcaram presença três associados.

Filipe Vilas Boas garante que a direção teve o cuidado de guardar o espólio nas instituições publicas de Guimarães”, como o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta e o Museu Alberto Sampaio e reitera que a associação com mais de 150 anos “foi importante no passado e ainda vai ser mais importante no futuro. As pessoas não estão a ver isso”.

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