Diretores de escolas secundárias acreditam num ensino misto

Ana Maria Silva, diretora da Escola Secundária Martins Sarmento, afirma estar “muito dividida”. “Em termos de processo ensino aprendizagem não há nada que substitua o ensino presencial”, afirma. Há, neste momento, “alunos que estão em isolamento e com terríveis dificuldades, alunos de diferentes contextos. É muito difícil haver um processo de ensino aprendizagem normal.” 

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Na Escola Secundária Martins Sarmento, “em termos de segurança, para já, a escola está estável, não há um número significativo de casos. No primeiro período estivemos em situações mais problemáticas e a escola manteve-se em funcionamento. Foi tudo contornado”.

Ao Mais Guimarães, Ana Maria Silva afirmou que “para o processo de ensino aprendizagem, sem dúvida que o ensino presencial é muito mais positivo” e pediu para que se aguarde “em serenidade. Este ruído, que está à nossa volta, está a criar alguma instabilidade nos alunos e vai condicionar todo o nosso trabalho. Temos de aguardar com serenidade e há alunos que irão ter de continuar na escola. Temos de garantir o ensino para todos, para aqueles que conseguem trabalhar de forma autónoma e para aqueles que precisam da nossa ajuda para avançar.”

Neste sentido, a diretora pensa que, “até ao 9.º ano, muitos alunos podem não ter autonomia para estar sozinhos em casa, a desenvolver as suas aprendizagens. A partir do 10.º ano, os alunos são mais responsáveis, mais adultos, pelo menos em termos de idade. Talvez já tenham algumas competências adquiridas para estar neste processo de forma mais autónoma.”

“Se tirássemos um bocadinho de pressão das escolas, a coisa melhorava certamente.”

Benjamim Sampaio

Também Benjamim Sampaio, diretor da escola Santos Simões, acha que se “exige fazer algo”. O diretor defende os testes rápidos nas escolas, “já que jovens normalmente estão assintomáticos”, podendo estar a levar à criação de focos. “É uma medida que peca por tardia.”

Outra medida que Benjamim Sampaio defende é o ensino misto. “Criava menos pressão numa escola, menos gente na escola ao mesmo tempo. Ao ser presencial implica que os alunos estejam cá sempre. Por muitas medidas que nós tenhamos é muito difícil, portanto o risco de transmissão do vírus aumenta.”

O diretor da escola Santos Simões acredita que fecho das escolas a partir dos 12 anos é inevitável. “Nada é comparável ao ensino presencial. Ensino à distância é um remendo, é um bom remendo. Tivemos ensino à distância que funcionou muito bem no ano letivo anterior, mas não substitui.”




Admite que há escolas “sobrelotadas” no agrupamento e, por isso, acha que “se tirássemos um bocadinho de pressão, a coisa melhorava certamente.”

Um apelo aos estudantes vimaranenses

Ana Maria Silva diz diariamente aos alunos que “isto é anormal, atípico” e, apesar de estarem numa idade em que o “convívio é fundamental”, devem pensar “nisto como uma medida, algo que vai ser passageiro. Será passageiro dependendo do nosso comportamento, por muito que nos custe.”

“Cumpram com o distanciamento, é a forma de conseguirem ir de forma tranquila para casa, com a consciência que não vão pôr em risco ninguém”, apelou a diretora da Escola Secundária Martins Sarmento.

Benjamim Sampaio diz fazer apelos desde o início do ano, mas repara que “é necessário reforçar. Acho que há um relaxamento por parte das pessoas, e nomeadamente os jovens.” Tem pedido aos professores que o reforcem e que nunca se esqueçam. “Eles próprios transmitem essa ideia aos nossos alunos.”

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