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Distrital do PSD exige do Governo explicações sobre o lítio

Paulo Cunha afirma a sua "preocupação com a qualidade da água, cortes dos lençóis freáticos, a escassez de água bem como com a afetação e as consequências económicas que daqui vão advir, uma vez que, para além de se desvalorizarem as terras, a agricultura vai ficar quase impraticável e o turismo também vai perder muito com a existência de uma mina a céu aberto".

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A Distrital do PSD de Braga vai solicitar aos deputados eleitos pelo distrito bracarense que exijam do Governo, na Assembleia da República, “estudos concretos e objetivos sobre a prospeção e exploração de Lítio no Monte do Seixoso e serras adjacentes que abrange os concelhos minhotos de Celorico de Basto, Fafe, Guimarães, espalha-se por Mondim de Basto e chega aos concelhos de Amarante e Felgueiras”.

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“Não podemos pactuar com decisões precipitadas e extemporâneas por parte do Governo de António Costa, que podem colocar as populações e agentes económicos em risco ambiental e por inerência com prejuízos financeiros para a toda esta região, inserida já no mapa de intenções de prospeção e exploração de Lítio”, alerta Paulo Cunha, presidente da distrital do PSD de Braga e vice-presidente da Comissão Política Nacional do partido.

O presidente da concelhia do PSD de Guimarães e vereador na câmara vimaranense, Ricardo Araújo, apesar deste projeto englobar uma pequena parte da freguesia de Serzedo, mostrou-se solidário com a distrital de Braga e com todas as concelhias do PSD envolvidas, para que este assunto “seja discutido com a seriedade que se exige num assunto tão melindroso”.

Rui Novais, vereador na câmara de Fafe e responsável pela concelhia do PSD neste concelho, também lamenta que o executivo fafense nada tenha referido sobre esta intenção do Governo socialista que apoia. “Neste momento, o presidente de câmara de Fafe está já a investir em expropriações, para o futuro parque industrial, cerca de dois milhões de euros. Tem já orçado outros dois milhões para as infraestruturas do mesmo. Ou seja: está a esbanjar quatro milhões de euros num parque que está inserido no mapa de prospeção e exploração de Lítio. A população de Fafe precisa, e com urgência, de saber o que se passa com este projeto. A autarquia fafense, no entanto, tem tratado este dossier sem qualquer preocupação e cuidado com a população do concelho”, lamenta Rui Novais.

Para o presidente de câmara de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, que, em conjunto com os autarcas envolvidos neste processo, solicitou assessoria sobre esta matéria à UTAD e à Universidade do Minho, “o Governo não está a tratar este dossier de uma forma séria assente em decisões técnicas, o que pode ser muito prejudicial para todas os habitantes desta região”, adiantando ainda que é “necessário e urgente o Governo apresentar um estudo completo sobre esta matéria”.

A concluir, Paulo Cunha reafirma a sua “preocupação com a qualidade da água, cortes dos lençóis freáticos, a escassez de água bem como com a afetação e as consequências económicas que daqui vão advir, uma vez que, para além de se desvalorizarem as terras, a agricultura vai ficar quase impraticável e o turismo também vai perder muito com a existência de uma mina a céu aberto”.

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